65 anos de trabalho duro em favor dos deficientes visuais

65 anos de trabalho duro em favor dos deficientes visuais

Atualizado: Quinta-feira, 3 Março de 2011 as 4:38

A Fundação Dorina Nowill para Cegos está completando, no próximo dia 11 de março, 65 anos de existência e já é conhecida no Brasil e no mundo pelo seu trabalho de inclusão social de pessoas com deficiência visual além da produção de livros em braille, livros e revistas falados e obras acadêmicas no formato Digital Acessível, distribuídos gratuitamente a deficientes visuais, escolas, organizações e bibliotecas de todo o País.

Histórico

Idealizada por Dorina Nowill - falecida em agosto do ano passado aos 91 anos - a fundação teve seu início em 1946 juntamente com outros normalistas. Ao perder a visão aos 17 anos de idade, Dorina percebeu que não existiam muitos livros em braille no Brasil e dedicou-se à lutar pelo acesso dos deficientes visuais a livros, jornais, revistas e materiais didáticos.

Dorina foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular e, mais tarde, colaborou na regulamentação da lei de integração escolar regulamentada em 1956. Com o decorrer dos anos suas ações foram se tornando cada vez mais conhecidas e Dorina recebeu diversas homenagens em reconhecimento a uma vida dedicada à luta pela inclusão do deficiente visual.

Comemorações

Para festejar os 65 anos de existência - pela primeira vez Dorina não estará presente - a fundação irá lançar um novo site, totalmente acessível aos deficientes visuais, abrir um novo centro de avaliação e diagnóstico e lançar novos programas e serviços na área de empregabilidade, além do lançamento de um livro com a história da instituição. O diretor da fundação, Adermir Ramos da Silva Filho, também destaca o lançamento de um selo comemorativo com o slogan “Histórias de vida gravadas na memória e impressas no coração”.

Como homenagem à idealizadora da fundação, eles já inauguraram o Memorial Dorina, no dia 22 de fevereiro desse ano. “Foi uma forma de reconhecimento ao legado deixado pela nossa idealizadora. A sala, os objetos pessoais, as fotografias, as homenagens e tudo o que era utilizado por ela em seu cotidiano estarão abertos para visitação do público”, diz o diretor Adermir.

Planos e metas

Para 2011 a fundação está formando novas parcerias que contribuirão para o desenvolvimento de centros de produção de livros acessíveis em todas as regiões do país, ampliando o acervo de livros Braille, falado e digital acessível para os deficientes visuais. “Outro objetivo será implantar novos projetos de capacitação de deficientes visuais para o trabalho”, completa Adermir.

Ele destaca que o fio condutor da Fundação, desde que uma nova diretoria foi nomeada, é seguir o trabalho daqueles que os antecederam e a busca do desenvolvimento das pessoas cegas e com baixa visão por meio de produtos e serviços especializados, não só sob a vertente social, mas também educacional, cultural e do potencial de cada cidadão. “Creio que Dorina esperava que a nossa atuação, como o nosso próprio exemplo, transmitisse nossos valores, em que troca de informações e experiências se alia ao conhecimento e à prática dos direitos e deveres de todo cidadão”, finaliza.

Mais informações no site da fundação: www.fundacaodorina.org.br

Por Laelie Machado

veja também