ACLJ lança campanha ‘Tweet para Youcef’ em favor do pastor iraniano

Associação lança campanha em favor do pastor iraniano

Atualizado: Terça-feira, 31 Janeiro de 2012 as 1:59

Com o objetivo de pressionar e manter a visibilidade do caso do pastor iraniano cristão YoucefNadarkhani, condenado à morte no Irã por apostasia, o Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ, na sigla em inglês) iniciou a campanha “Tweet para Youcef”.

A campanha incentiva que os usuários do Twitterenviem diariamente um post para manter o caso em evidência e pressionar as autoridades locais a libertarem Nadarkhani.
Para identificar os posts da campanha, estes devem conter a menção “Via OfficialACLJ”. Além disso, o autor pode citar fatos sobre a prisão do líder religioso ou mensagens de apoio a ele.
Outras organizações, como A Voz dos Mártires EUA, também incentivam que cartas ou emails sejam escritos ao pastor com palavras de encorajamento.
O caso começou em outubro de 2009 quando Nadarkhani protestou contra a imposição das aulas de conteúdo islâmico a seus dois filhos na escola, o que é permitido por lei no país independente da religião dos alunos.
A prisão veio ano seguinte, quando após mais de dez anos atuando como líder pastoral em várias igrejas locais, Nadarkhani tentou registrar sua própria igreja.
Ele, juntamente com sua esposa e outros seguidores cristãos, foi julgado por apostasia – renúncia à religião islã – e também por tentar evangelizar muçulmanos.
O caso foi levado ao Supremo Tribunal do Irã e seu advogado, Mohammed Ali Dadkhah, argumentou que, por ele não ser muçulmano antes de se tornar pastor, tecnicamente ele não teria renunciado ao Islã.
Além disso, também foi argumentado em sua defesa a própria constituição iraniana, que prega a liberdade de expressão.
No entanto, a Suprema Corte reafirmou o “crime” sob a declaração que o líder teria ascendência muçulmana. A sentença veio como forma de intimado, ou Nadarkhani renunciava ao cristianismo, ou teria pena de morte.
O pastor repetidamente se negou a renunciar a sua fé, o que lhe rendeu a prisão até hoje e comoção pública mundial.
A casa Branca condenou publicamente a execução do pastor, assim como a secretária americana Hillary Clinton e a União Européia. Todos pedem a sua liberdade imediata.
O caso continua tramitando no Irã, país em que 99% das pessoas pertencem a famílias de tradição islâmica.
Até nesta terça-feira, 31, já são somados 841 dias que Nadarkhani está preso. O governo iraniano ainda não afirmou sua decisão final sobre sua sentença.

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