ADRA expande atendimento na África num esforço para salvar vidas

ADRA expande atendimento na África num esforço para salvar vidas

Atualizado: Quarta-feira, 31 Agosto de 2011 as 11:04

A demanda por assistência humanitária continua a aumentar no Chifre da África, forçando famílias e animais a deixarem suas casas à procura de alimento e água. A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) continua a implementar intervenções para salvar vidas incluindo o envio de caminhões pipa para distribuição de água, distribuição de alimentos, e campanhas de limpeza do meio ambiente.

A ADRA continua a responder a situação de emergência na Somália, suplementando as intervenções que já tem sido feitas com adicional distribuição de alimentos e itens não alimentares, reabilitação de poços de água, e a utilização de caminhões pipa para levar água aos lugares afetados pela seca. A intervenção da ADRA tem sido na região de Somaliland, Puntland e na parte central da Somália, e tem beneficiado mais de 120 mil pessoas.

De acordo com o escritório da ADRA na Somália, tem se notado um aumento nas taxas de desnutrição, especialmente entre as crianças. De acordo com a Unidade de Segurança Alimentar e de Análise Nutricional da Somália, ocorreu um aumento de 15% no número de casos de desnutrição entre crianças, atingindo o número de 450 mil crianças desnutridas.

Apesar da expectativa de que a região afetada pela seca na região do Chifre deverá receber chuvas nos próximos meses, a Food and Agricultural Organization (FAO) tem indicado que as chuvas de outubro a dezembro serão abaixo do normal para a região do triângulo Mandera (ponto geográfico de encontro entre a Somália, Quênia e Etiópia), e as chuvas de novembro a janeiro também serão abaixo do normal para as regiões sul e centro da Somália. Esta falta de chuvas adequadas irá prolongar e agravar a situação de emergência na região. A expectativa é que estas condições deverão continuar até o início de 2012, e que a recuperação não deverá acontecer até a próxima colheita em Agosto de 2012.

Em Uganda, algumas partes do país continuam a experimentar aguda falta de alimentos, especialmente na região norte. A região de Karamoja, no norte, está entre as mais afetadas. De acordo com o escritório do primeiro ministro de Uganda, mais de 1 milhão de pessoas estão afetadas pela fome e pela desnutrição como resultado da seca na região. A situação em Uganda deverá agravar-se por causa da perda da colheita resistente a seca que era esperada para outubro, mas que está sendo destruída por inesperadas chuvas, chuvas de pedra, deslizamentos e enchentes. Depois de uma avaliação de necessidades feita pela ADRA em Uganda, a agência está preparando uma intervenção de 6 meses na região de Karamoja que irá apoiar 5 mil famílias com alimentos, incluindo, milho, feijão, óleo de cozinha e sal.

No Quênia, a Rede de Sistema de Alarme Contra a Fome, nota que a situação de segurança alimentar tem-se deteriorado, em particular para as comunidades que vivem do pastoreio de animais e da agricultura familiar. A necessidade de assistência de emergência acima do normal deverá durar até janeiro de 2012. Apesar do número de refugiados somalis ter diminuído de 1.300 para 800 por dia, o país continua sobrecarregado pela entrada de refugiados, de acordo com relatório do governo do Quênia.

De acordo com recente levantamento de necessidades conduzido pelo escritório da ADRA Quênia, foi constatado um número de necessidades cruciais entre as famílias do norte do país. Este levantamento revelou que as mais urgentes necessidades são alimento e água, serviços de saúde, abrigo, higiene e saneamento, e ração para animais. A agência está implementando um plano de resposta para atender a estas necessidades mais urgentes.

A resposta imediata inclui a distribuição de alimentos, instalação de tanques de água e envio de caminhões pipa, construção de latrinas e treinamento sobre higiene e saneamento, distribuição de ração para animais, provisão de abrigos, medicamentos e profissionais de saúde. A ADRA continuará também atendendo as necessidades de desenvolvimento relacionados com a educação, como a provisão de material escolar e treinamento de professores.

A segunda fase da resposta da ADRA irá focalizar na recuperação, e incluirá a construção de poços de água, instalação de estufas para cultivar alimentos, plantação de capim para animais próximo as fontes de água, e a construção de latrinas. Esta intervenção está planejada para acontecer em Mandera, Wajir, Dadaab, Garissa, Mwingi, Kitui, Kajiado, e Turkana, e a estimativa é de que 520.000 pessoas serão beneficiadas por esta intervenção.

A ADRA é uma agência global não-governamental provendo desenvolvimento comunitário sustentado e assistência a vitimas de desastres naturais sem discriminação quanto a associação política ou religiosa, idade, gênero, raça ou etnia.

Para mais informações sobre a ADRA Brasil e de como participar de nossa campanha para salvar vidas no Chifre da África, visite www.adra.org.br .

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