
O advogado de direitos humanos, Zheng Enchong, foi interrogado e torturado durante nove horas pelos oficiais do Escritório de Segurança Pública (PSB) por causa do seu trabalho defendendo os cidadãos chineses que tiveram suas terras confiscadas pelo governo. Durante sua detenção, ele foi agredido, despido e queimado com cigarros. Zheng Enchong escreveu um protesto oficial e planeja registrar uma queixa oficial para o governo.
De acordo com fontes da ChinaAid, Zheng Enchong foi intimado pelos policiais no dia 17 de junho. Durante o tempo em que o advogado ficou detido, os oficiais deram tapas em seu rosto e bateram em sua cabeça. A polícia jogou seus pertences no chão: dinheiro, chaves, canetas e uma Bíblia. Depois, ele foi revistado.
As autoridades fizeram um relatório oficial do interrogatório, mesmo sem terem interrogado Zheng Enchong, e mesmo assim, queriam que ele assinasse o documento. Ao invés disso, ele escreveu uma declaração falando sobre os maus tratos sofridos no Escritório.
Nos últimos meses, o advogado foi intimidado pelo menos 20 vezes, e sua casa foi revistada também. Ele já denunciou conspirações do governo, perseguições e diversas violações dos direitos humanos na China. Por esse motivo, já foi agredido muitas vezes, e agora, mal consegue andar.
"Um advogado cristão internacionalmente reconhecido, Zheng Enchong sempre defendeu os pobres e vulneráveis", diz Bob Fu, presidente da ChinaAid e amigo do advogado. "A constante tortura contra tal defensor dos direitos dos cidadãos, demonstra a total indiferença das autoridades".
Postado por: Felipe Pinheiro
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