Arquiteto brasileiro apoia projeto missionário em Uganda: “Deus falou comigo”

Lucas Zeitune se juntou aos pastores Sila Simali (Uganda) e Cláudio Modesto (Brasil), em projeto educativo para crianças órfãs.

Fonte: Guiame, Adriana BernardoAtualizado: sexta-feira, 17 de dezembro de 2021 14:40
Crianças do projeto educativo em Uganda; à direita, o arquiteto Lucas Zeitune. (Foto: Arquivo pessoal Lucas Zeitune / Sila Simali)
Crianças do projeto educativo em Uganda; à direita, o arquiteto Lucas Zeitune. (Foto: Arquivo pessoal Lucas Zeitune / Sila Simali)

“Acredito que Deus nos abre portas e mostra caminhos que nunca imaginamos”, com essa frase, o arquiteto cristão Lucas Fernandes Zeitune dos Santos, que concedeu entrevista exclusiva ao Guiame, responde sobre seu ingresso como voluntário em um projeto educativo, em Uganda.

A escola em Mbale, que atende 60 crianças órfãs, foi idealizada pelo Pr. Sila Simali, um jovem que descobriu sua vocação em meio ao sofrimento e à necessidade, ele próprio, de ter um ambiente escolar quando criança.

Com a ajuda da esposa Hellen Rose, que é professora, o Pr. Simali deu início ao seu sonho. Além de dois filhos, o casal cuida de 18 órfãos pessoalmente.

Agora a escola-orfanato, cuja estrutura é bastante precária, entra em uma nova fase e recebe ajuda de igrejas e profissionais, como o arquiteto brasileiro Lucas.

Instalações precárias serão removidas para uma nova estrutura, com ajuda de brasileiros. (Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal Sila Simali)

“Quando apareceu essa oportunidade de fazer parte de um projeto de dedicação à obra de Deus (um dos dois mandamentos bíblicos de mais importância: ame teu próximo como a ti mesmo), não podia deixar de crer que era a vontade dele dedicar parte do meu viver a este projeto, temporariamente”, explica Lucas, que está com 37 anos.

Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, Lucas, que é cristão convertido e batizado desde os 16 anos de idade, diz que “minha vida é movida pela minha crença, em tudo que faço”.

Com essa visão, ele explica que a proposta do Pr. Sila consiste em educar e levar auxílio a crianças carentes de Uganda. “Trabalho há muitos anos desenvolvendo apresentações comerciais para venda de projetos de diversas naturezas. Assim, com um projeto também desenvolvido por mim, conseguirei juntamente com fotografias e depoimentos do Pr. Sila, montar uma apresentação concreta do que seria a infraestrutura ideal para que as crianças sejam atendidas com dignidade (hoje as instalações são precárias)”.

O arquiteto diz que “o objetivo desta apresentação é promover o trabalho do Pr. Sila de maneira profissional afim de arrecadar fundos e possivelmente, construir um centro de educação, saúde, bem-estar e formação de crianças sem oportunidades em uma região tão necessitada”.

‘Deus falou comigo’

Lucas conta que ingressou no projeto missionário por circunstâncias espirituais. “Deus falou comigo mostrando essa oportunidade trazida pelo pastor Cláudio Modesto, um grande mentor espiritual que tive a alegria de cruzar o caminho depois de muitos anos. Não foi coincidência, foi a vontade de Deus. Intercedemos para ter sabedoria de interpretar todos os sinais e agir de acordo com a vontade divina”, explica.

Casado com Claudia Brito, o arquiteto busca conciliar suas atividades profissionais e o apoio à obra missionária em Uganda.

Apesar das dificuldades e do tempo escasso, o arquiteto se diz otimista com a finalização da apresentação para angariar os recursos necessários para a execução das obras até fevereiro de 2022. “Faremos a mais extensa divulgação possível para adquirir fundos”, diz.

Vivendo no Brasil, enquanto o projeto missionário está na África, o relacionamento entre Lucas e o Pr. Sila se dá por meio de mensagens instantâneas e ligações telefônicas.

'Valorizar o que importa'

Lucas enfrentou uma grande perda pessoal e, em meio à dor, acabou sendo motivado ao voluntariado dentro de sua área de atuação. “Mais do que nunca, tento valorizar o que há de mais importante e essencial na vida, ao lembrar diariamente em alegrias e tristezas de minha perda. Acredito que parte do meu caminho a cruzar o caminho do Sila se deve a minha perda, e consequência dela”.

Lucas Zeitune: “Para andar uma longa estrada de vida da obra de Deus, é preciso dar o primeiro passo”. (Foto: Arquivo pessoal Lucas Zeitune)

O arquiteto diz que participar de um projeto tão importante para crianças africanas é um “prazer que não se explica, é uma satisfação divina”.

Por isso, a mensagem que deixa para aqueles que gostariam de se envolver com voluntariado é “para andar uma longa estrada de vida da obra de Deus, é preciso dar o primeiro passo”.

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