China: Governo comunista reforça perseguição às igrejas não registradas

China: Governo comunista reforça perseguição às igrejas não registradas

Atualizado: Sexta-feira, 9 Outubro de 2009 as 12

Os oficiais da cidade de Huozhou se encontraram para discutir os resultados da reunião emergencial realizada no dia 28 de setembro, quando determinaram que a igreja Linfen Fushan seria acusada de ser uma seita. Levando em conta a necessidade de preservar a estabilidade da província, oficiais locais prenderam o pastor Wang Xiaoguang, sua esposa Yang Rongli e mais dez líderes, por tentarem recorrer da decisão, e, desde então, continuam sob custódia. Três dias após as prisões, o governo de Fushan realizou uma reunião de emergência para estabelecer se a igreja Linfen havia violado as leis religiosas, que proíbe seitas.

No dia 3 de outubro, o Departamento de assuntos religiosos de Huozhou (RAB, em inglês), consideraram que a igreja de 50.000 membros é legítima, mas afirmou que o governo não irá mais tolerar as “graves violências e ações ilegais” do pastor Wang Xiaoguang e de sua esposa Yang Rongli nos últimos dez anos. O RAB listou essas violações, mas não há nenhum registro legal confirmado. De acordo com uma fonte interna, os oficiais demonstraram satisfação porque os líderes estão ''em seu devido lugar'', em detenção administrativa. O governo afirmou que a questão deverá estar resolvida nas próximas semanas.

Apesar de o número de militares ter diminuído nas últimas semanas, dez viaturas ainda permanecem nas proximidades da principal igreja de Fushan, vigiando e impedindo que os membros entrem e cultuem.

O presidente da associação ChinaAid, Bob Fu, está se preparando para o desfecho do caso: ''O governo comunista chinês usou a celebração do Dia Nacional como uma desculpa para aumentar a perseguição religiosa no país. Com o fim das comemorações, eles não tem intenções de desacelerar os ataques às igrejas não registradas. Eles tentaram colocar a culpa pela destruição na própria igreja, ao sequestrar os líderes e acusá-los injustamente de 'provocar a violência'. É apenas uma desculpa para usar as forças militares nacionais para negar a liberdade religiosa! O governo chinês não pode justificar os abusos cometidos de liberdades básicas do ser humano''.

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