Cimad 2011 foi marcada por experiências missionárias

Cimad 2011 foi marcada por experiências missionárias

Atualizado: Quarta-feira, 23 Novembro de 2011 as 11:54

 O primeiro dia do 2º Congresso Internacional de Missões das Assembleias de Deus (Cimad), realizado nesta quarta (16) na sede da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Belenzinho, São Paulo (SP), contou com plenárias durante a manhã e a tarde, além de um avivado culto à noite.

A primeira plenária da manhã trouxe como tema “A visão Missionária das ADs nos USA”, dirigida pelo superintendente geral das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, pastor George Wood / USA. Também foi discutida a “Visão Missionária das Assembleias de Deus no Brasil”, que teve como preletor o presidente da AD Belém e da CGADB, pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Tarde de plenárias A tarde começou com a plenária: “A importância do preparo para o futuro missionário”, com o pastor Elizeu Martins, diretor executivo da Escola de Missões das Assembleias de Deus (Emad). Ele aproveitou a oportunidade para apresentar a escola aos líderes que estão reunidos no templo sede da AD, ministério Belém (SP). De acordo com o pastor Elizeu Martins a AD está preocupada com missões e com a qualidade na execução do trabalho. “O Centenário mostrou que somos capazes. Mas, é necessário lembrar que a nossa denominação tem uma escola que prepara missionários. Os obreiros não precisam se preparar em outras escolas, pois temos uma escola de ótima qualidade”, lembra. O tema da segunda plenária da tarde foi uma pergunta: “Como fazer missões na realidade brasileira?”. Para ministrar sobre esse assunto o pastor Raul Cavalcante, presidente da AD em Imperatriz (MA) fez a leitura bíblica em Atos 1.8.

Visão Missionária Para mostrar a visão missionária da Secretaria Nacional de Missões (Senami), foi convidado o pastor Anísio Nascimento, secretário da nacional da CGADB. Ele ministrou baseado em 2 Reis 7. 9. Ele fez a seguinte conta: Se cada crente desse 10 centavos por dia, ou R$ 3 por mês, ou R$ 36 ano. Isso daria R$ 72.000.000,00 por ano. Com esses recursos daria para enviar 20 mil missionários com R$3 mil por mês. “O que falta para abrir os olhos? Aqui não tem maremotos, terremotos e guerra e porque essa conta não fecha? Deus vai requer de cada um”, questiona. O que tem preocupado o secretário é que o Brasil deixe de enviar missionários. “O Brasil tem o grande sonho de ganhar uma cadeira cativa no Conselho da ONU, mas o sonho da igreja é ser a líder de evangelização mundial”.

Culto de abertura O culto de abertura do Cimad foi realizado em meio a muita emoção e mover do Espírito Santo. O culto foi dirigido pelo pastor Anísio do Nascimento, Secretário Executivo da Secretaria Nacional de Missões (Senami) no templo sede da AD ministério do Belém (SP).

Para o pastor José Wellington Bezerra da Costa, líder da igreja e presidente da CGADB, o trabalho missionário deve ser feito com preparo. “Estamos nesse congresso para mostrar aos participantes que Deus quer usá-los, basta dar lugar ao Espírito Santo”.

A leitura oficial foi feita pelo pastor Arcelino Victor de Melo no livro de Marcos 16.9 e a oração pelo pastor Kemuel Sotero. Logo no início do culto, o cantor Victorino Silva louvou ao Senhor com três canções, o coral masculino da igreja e depois as irmãs da Vila Diva louvaram para recolher os dízimos e ofertas.

O preletor da noite foi o pastor José Satírio (foto), missionário brasileiro há 35 anos em Cúcuta – Colômbia. Ele baseou sua mensagem em Lucas 4.18. “A unção tem um efeito especial na vida do enviado e da igreja que o enviou. Ela proporciona ao servo do Senhor a visão e a revelação”.

O pastor destacou ainda que a unção muda tudo e a pessoa passa a fazer as coisas para Deus sem querer nada em troca. “A nossa esperança está assegurada. Então, guarde a esperança e caminhe com a esperança”, revela.

O pastor Satírio chamou a atenção dos irmãos para não transformar as coisas transitórias em permanentes. “Jacó decretou a morte do seu filho, mesmo não tendo certeza. Ele decretou o luto transitório em permanente. Vale apena viver de luto por uma prova que Deus já decretou vitória?”, questiona Satírio.

Experiência no Butão

Em 1975, pastor Satírio foi enviado a Colômbia e começou a ler tudo que saia na mídia a respeito do Butão. Em 1995, a igreja de Cúcuta também começou a orar pelo Butão e pequenos grupos de oração se formaram.  Eles nunca pararam de orar pelo país. Em 1996 Satírio recebeu uma carta. “O rei do Butão abriu as portas do país para o turismo e entre os países beneficiados estava o nome do Brasil. Glória a Deus!”

“Quando ouvi isso quis ir para o Butão, mas estávamos construindo a igreja na Colômbia e eu não sabia o que fazer e Deus me disse: ‘Eu não amo ferro, areia e tijolos, Eu amo almas’”.

O resultado foi apresentado com fotos no telão da igreja. Elas mostravam a inauguração de mais uma igreja no Butão com quatro andares, e capacidade para 450 pessoas. Além disso, foram consagrados 22 obreiros. Hoje somos mais de 2 mil membros no Butão”, conclui o pastor.    

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