Coluna Júlio César de Oliveira

Coluna Júlio César de Oliveira

Atualizado: Sábado, 20 Setembro de 2008 as 12

A Igreja na China

 

O cristianismo chegou à China por intermédio de missionários procedentes do Oriente Médio em 635 d.C. O número de cristãos hoje é estimado em cerca de 70 milhões de pessoas. A vida da igreja é marcada por um paradoxo: embora seja rica, vibrante, permeada de renovação e cresça em ritmo acelerado, ao mesmo tempo é perseguida e extremamente carente de recursos e treinamento. Estima-se que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das Escrituras, muitos são presas fáceis de heresias e falsos ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que atualmente a pior tentação enfrentada pela igreja chinesa seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da explosão econômica do país.  

A perseguição e as restrições religiosas têm sido ineficientes para conter a igreja chinesa, conseguindo apenas diminuir ligeiramente seu crescimento. Acredita-se que em 2050 a igreja chinesa somará mais de cem milhões de membros, podendo se tornar uma das maiores forças de evangelismo no mundo, caso haja uma maior abertura. Quando as dificuldades para viajar diminuírem o suficiente para que os chineses se aventurem livremente no exterior, a igreja chinesa poderá ser uma das maiores bases de envio de missionários de todos os tempos. A China está na 10ª posição na Classificação de países por perseguição.

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