Como organizar esse novo "serviço"

Como organizar esse novo "serviço"

Atualizado: Quarta-feira, 6 Fevereiro de 2008 as 12

Por Myrian Rosário - [email protected]

Uma carona na volta da igreja seria providencial para muitos crentes, que estão totalmente abertos para recebê-la, mas sentem-se constrangidos na hora de pedir para alguém

levá-los no seu carro. Por outro lado, muita gente sai do culto com o carro "vazio" simplesmente por não saber para quem poderia oferecer uma carona. Então, como resolver esse

entrave causado pela vergonha e pela falta de informação?   

Em primeiro lugar, é preciso fazer uma mapeamento das pessoas que têm carro, eliminando aqueles onde não há espaço vago. O próximo passo é relacionar os endereços dos

proprietários e o número de vagas disponíveis em cada veículo. Na terceira etapa, é conveniente fazer uma lista dos irmãos que costumam ir à igreja a pé ou de condução,

relacionando seus respectivos endereços. "Se for possível, também é válido conhecer a rota traçada pelos motoristas e pelos caronas em potencial, pois mesmo que não seja

viável providenciar uma carona até a casa do irmão, ele poderá ser abençoado se for deixado numa estação de metrô ou no ponto de um ônibus que vá direto ao seu bairro", ensina o pastor Luciano Avelino.   

Mesmo que o trabalho não seja feito pela secretária da igreja, é importante que ela forneça as listas com os endereços e telefones de todos os irmãos para os "obreiros do Ministério da Carona". "O trabalho fica

menos complicado e mais dinâmico se for dividido por grupos, como jovens, casais, adultos solteiros, terceira idade etc.", observa Luciano. "Há quatro anos, trabalhamos nesse esquema em nossos grupos de

Casados Para Sempre e tem dado muito certo. Além de facilitar o acesso às reuniões, temos notado que a carona é um excelente meio para promover uma maior comunhão entre os irmãos", declara.  

Caronas que viram testemunho  

O pastor Luciano lembra de um episódio marcante em sua vida envolvendo carona.  

"Na nossa primeira aula como Líderes em Treinamento do Ministéio Casados Para Sempre oferecemos carona para o casal Luis e Adna, que havíamos acabado de conhecer. Ao chegar na porta da casa dos pais

de Adna, onde eles iriam dormir, fomos convidados a entrar. Como já era tarde, tentamos nos desculpar e recusar o convite. Adna insistiu, alegando que seria muito bom se pudéssemos orar pelos pais dela, que

ainda estavam acordados. Entramos, conversamos um pouco e fomos orar. O pai, que também é pastor orou por nós, nós oramos pela família e, no meio daquela gostosa comunhão, o Senhor usou Adna para

entregar uma mensagem para Myrian, minha mulher. Deus dizia que estava contemplando as lágrimas e as orações dela, que via quando, muitas vezes, ela se ajoelhava e só conseguia chorar. Mas que era

chegado o tempo da alegria, que a boa notícia viria em breve. Ninguém ali sabia, mas nós estávamos vivendo uma fase complicada. queríamos muito ter um filho e não conseguíamos. Apesar de não termos nenhum

problema físico e de já termos nos submetido a tratamentos, não tínhamos alcançado o nosso objetivo de nos tornarmos pais. Myrian, chorava todos os meses ao comprovar que não estava grávida. Nessas

ocasiões, ela ia para o quarto, ajoelhava-se aos pés da cama e chorava na presença do Senhor. Eu, depois de consolá-la, entrava no banheiro e chorava também.  

Essa carona, seguida por profecia de Deus, aconteceu no início de fevereiro de 2004. Três meses depois, mesmo tendo abandonado o tratamento com indutor de ovulação, 'engravidamos'. Sophia nasceu no dia 19

de dezembro daquele mesmo ano. Esse episódio fortaleceu ainda mais os laços de amizade entre nós. Luis e Adna tiveram uma filha logo depois que a nossa nasceu e, apesar de pertencermos a igrejas diferentes

e de morarmos distantes, continuamos amigos. E pensar que tudo começou com uma carona...".

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