
A agência International Christian Concern (ICC) informou, nesta quinta-feira (10), que mais de 70 crianças birmanesas, em sua maior parte cristãs, que fugiram para o lado tailandês da fronteira após ataques feitos pela milícia budista em junho, estão sendo pressionadas para retornar para o país.
Na última sexta-feira (4), a polícia da fronteira tailandesa invadiu o orfanato Shekinah, na província de Mae Hong Son, anotou os nomes de todos os moradores em uma ficha e aconselhou que eles se preparassem para a deportação.
''Se as crianças voltarem, elas serão mortas. Isso não pode acontecer'', diz uma das responsáveis pelo orfanato.
No mês passado, 76 crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos foram transferidos para um novo local, ao norte da Tailândia. Elas estão morando em casas de palha, em um terreno particular em uma floresta. Os pais de algumas das crianças foram mortos pelo Exército Budista Democrático Karen (DKBA, em inglês). As outras não sabem se seus pais estão vivos ou mortos.
''Apesar de serem muito novas, quando as crianças se reúnem em uma das cabanas para a oração diária, elas erguem suas mãos para o céu, pedindo para que Deus guarde suas vidas e a de seus parentes e amigos em Mianmar'', relevou um funcionário do orfanato.
De acordo com a ICC, os refugiados estão entre os quatro mil integrantes do povo karen, de maioria cristã, que atravessaram o rio Moei em barcos depois que os soldados do DKBA atacaram seus vilarejos em Mianmar, no início de junho. O povo de etnia karen luta contra a repressão da junta militar birmanesa desde 1949.
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