Cristão egípcio é acusado de blasfêmia por publicação em perfil falso em rede social

Bishoy Kameel Garas aguarda julgamento agendado para o mês de setembro

Fonte: Guiame, com informações da Portas AbertasAtualizado: quinta-feira, 13 de agosto de 2015 14:55
Cristãos egípcio
Cristãos egípcio

Em época de forte onda de casos de blasfêmia no Egito, o jovem cristão Bishoy Kameel Garas foi acusado de insultar o islã, o presidente egípcio e a irmã de um xeique muçulmano.

"Garas foi acusado de blasfêmia em um momento muito ruim para os cristãos aqui no Egito", disse Magdy Farouk Saeed, advogado do cristão, que apelou para que o processo fosse analisado novamente, já que Garas foi enviado para a prisão com pena de seis anos.

Embora seja um momento ruim, o tribunal ordenou que o jovem fosse levado para audiência no dia 12 de setembro, no Cairo.

O advogado citou o artigo 32 do código penal egípcio, que estabelece uma pena máxima de três anos para qualquer pessoa condenada, por vários crimes de contravenção, cometidos simultaneamente, mas o acusado teve sua condenação dobrada.

Acontece que as acusações contra Garas foram baseadas em mensagens ofensivas publicadas em uma página fake (falsa) no Facebook em nome dele.

Tanto no tribunal quanto na frente da casa de Garas, apoiadores da irmandade muçulmana e muçulmanos irritados gritavam ameaças contra o acusado.

“Eles queriam nos expulsar da cidade, mas os nossos vizinhos, que são muçulmanos moderados, entraram em confronto com eles. Tivemos que nos esconder na casa de um parente por um tempo, até a situação se acalmar”, diz Garas.

A família do cristãos teve que vender alguns bens para conseguir pagar os honorários dos advogados e agora conta com a ajuda financeira da igreja cristã egípcia.

A Portas Abertas pede que a Igreja ore em favor do caso.

"Peça a Deus por Garas, somente uma providência divina pode fazer com que ele seja absolvido de alguma forma; Interceda pelos cristãos egípcios, em países onde a blasfêmia contra o islã é lei, ser cristão é muito difícil; Ore pelo juiz do caso de Garas e pelas autoridades do Egito, que Deus coloque amor em seus corações pelos cidadãos e que eles sejam mais flexíveis."

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