Cristãos correm riscos em meio à revolução na Síria

Cristãos correm riscos em meio à revolução na Síria

Atualizado: Terça-feira, 6 Setembro de 2011 as 4:43

Em meio ao caos e à carnificina que estão acontecendo na Síria, como está a comunidade cristã? Parecem sem fim as torturas e assassinatos encomendados pelo presidente Bashar al Assad, que em cinco meses deixou mais de 2 mil sírios mortos, 3 mil desaparecidos, 14 mil presos e 12 mil feridos.

A comunidade cristã na Síria representa 10% da população de 22,5 milhões de pessoas. Desde 1970, Assad, que é Alawite, um pequeno ramo muçulmano xiita, está no poder apoiando as minorias religiosas, incluindo os cristãos. Os cristãos são favorecidos em muitas situações. Existem três cristãos no governo e igrejas e mesquitas são tratadas da mesma forma.

Agências de notícias tinham escrito que a maioria dos cristãos na Síria continua apoiando o regime de Assad, contrastando com a maioria dos cristãos no Egito, que eram partidários da revolução contra Hosni Mubarak.

Como jornalistas estrangeiros são proibidos na Síria, essa declaração é somente uma suposição. O que se sabe também é que os cristãos têm muito medo e estão apavorados com as consequências de se pronunciarem, mesmo que de forma anônima.

Há, porém, um cristão a favor do regime: o general do exército Dawoud Rajiha. Em 8 de agosto, Assad o estabeleceu como ministro da defesa. Rajiha é membro de uma Igreja Ortodoxa.

A nomeação de um cristão como chefe supremo militar encarregado da repressão brutal para manter Assad no poder pode ser vista como um ato cínico: um movimento para alargar o apoio a Assad, tornando-o não-partidário.

Mas a nova posição do general Rajiha pode muito bem colocar os cristãos na linha de fogo da guerra. Se Assad sair do poder, poderá haver represálias contra os cristãos, por causa do papel do general. Por outro lado, o general Rajiha, com outros militares, pode preparar execuções em massa no país.

Tradução: Lucas Gregório

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