Cristãos do Peru são ávidos pela palavra

Cristãos do Peru são ávidos pela palavra

Atualizado: Segunda-feira, 3 Janeiro de 2005 as 12

Missionária revela o quanto os peruanos são sensíveis à palavra quando reconhecem o poder da mensagem do evangelho. 

Ingrid Cicca

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Há 9 anos, a obreira Nilzete Flores atua como missionária no Peru. Sua dedicação ao Ministério de Missões começou cedo. Desenvolveu sua vida cristã na Igreja Batista Filadélfia de Cande dos Sales, na Bahia. Sempre foi muito ativa e sabia valorizar as oportunidades que lhe eram dadas na igreja. Antes de partir para o campo missionário, participou de um Curso Intensivo em Missões Transculturais e durante cinco anos esteve se preparando para este momento. Esse tipo de treinamento é importante para o obreiro que irá atuar em missões para que ele possa adquirir conhecimento sobre antropologia, choque cultural, batalha espiritual, religiões e costumes, estratégias missionárias e muitas outras matérias importantes.

Após o término do curso, ela passou por um estágio de um mês no Peru e Deus confirmou seu chamado missionário.  Ela  nos contou que o amor pelas almas a fez superar o choque cultural que enfrentou no início de seu ministério. "O amor pela almas era e ainda é muito grande, com três a quatro meses no Peru já estava adaptada no país."

Passou por quatro anos de luta no Peru. Foram tempos difícies, marcados com muito oração e consagração de vida ao Senhor.

Para a missionária, o Peru é um "campo branco" para missões, principalmente nas regiões rurais. Nessas regiões, ela nos contou que  muitas famílias vivem em pobreza extrema. Em sua experiência no processo de evangelização pode constatar o quanto os peruanos são sensíveis à palavra quando aceitam a Jesus como Salvador. A maioria dos missionários ficam concentrados nas principais cidades e por isso seu sonho é ter condições de levar à palavra do Senhor às famílias peruanas que vivem nas regiões rurais.

Atualmente, a missionária reside em Arequipa, a segunda maior cidade do Peru. É conhecida como a Cidade Branca, pelas pedras vulcânicas chamadas sillar. Ao longo desses anos, seu trabalho no campo missionário tem sido feito com muito amor, dedicação e principalmente respeito as diferenças culturais. Em relação ao relacionamento interpessoal, o ariquipenho é bem diferente dos brasileiros. A missionária nos contou que eles são bem reservados, desconfiados e não gostam de se expor. A confiança e a amizade deles é conquistada pouco a pouco. Clique aqui e conheça um pouco sobre o povo peruano.

Em sua visitas pelas igrejas evangélicas, não só no Brasil mas também no exterior, a missionária tem constatado que muitas igrejas não estão praticando a verdadeira essência da existência da igreja.  "É preciso levar a igreja a ver missões com responsabilidade e como uma grande comissão da igreja local. Muitos pastores estão mais preocupados com as construções de grandes templos, belos móveis, instrumentos etc. Sabemos que a igreja tem que se modernizar mas, não podemos deixar de cumprir o mandamento principal da existência da igreja.", disse em entrevista ao Guia-me.

Se você deseja conhecer um pouco mais sobre o trabalho da missionária ou até mesmo trocar experiências, envie um e-mail para [email protected]

Para  contribuir com seu ministério, a oferta pode ser depositada no

Banco Bradesco, agência 0155-4, conta poupança 1008547-0 - Nilzete Flores.

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