Cristãos fogem para não sofrerem represálias

Cristãos fogem para não sofrerem represálias

Atualizado: Sexta-feira, 16 Setembro de 2011 as 5:11

 A polícia central de Sulawesi retirou uma família americana de sua casa alugada em Kabonena Bukit, um complexo residencial em Palu, levando-a para o escritório de imigração local, supostamente por eles estarem correndo risco de vida, pois tinham sido ameaçados por praticar proselitismo.

A família Graeff é composta pelo pai, David Ray, de 41 anos, a mãe, Georgia Era, de 41 anos, e seus filhos, David e Daniel, de 12 e 14 anos de idade, respectivamente. Eles foram evacuados na noite de domingo, supostamente após moradores começarem a questionar a presença da família na região.

Logo após a partida deles, alguns moradores queimaram o carro da família. O chefe de polícia de Palu, Comandante Deden Granada, disse que David Ray Graeff estava em Kabonena havia duas semanas e era professor na escola teológica em Uwera Marawola, em Sulawesi.

“Tivemos que evacuar a família de sua casa para a segurança deles”, disse Deden.

Um residente local, Habib Saleh Aladyrus, disse ao Jakarta Post, na segunda-feira, um dia antes ao ataque,  ele havia recebido informações de que  os alunos de um internato e residentes locais, não estrangeiros, estavam pregando o cristianismo na área.

Ele disse que houve rumores de que um helicóptero transportara estrangeiros para as colinas de Kabonena no meio de uma noite, em junho de 2011. “No domingo, recebemos informações sobre dois carros que transportavam estrangeiros para as colinas. Então fomos atrás deles”, disse ele.

Habib disse que ele e outros moradores suspeitavam que os estrangeiros da região tivessem reuniões escondidas, pois a administração do local não tinha sido informada da chegada deles. Ele disse que o fato de David Ray estar ensinando em Uwera, apesar de residir em Palu, adicionou mais suspeitas.

Temia-se que a evacuação da família norte-americana no domingo despertasse antigas tensões, que remontam aos combates religiosos que atormentam a região há mais de 10 anos.

A Central Sulawesi testemunhou uma luta feroz entre muçulmanos e cristãos entre 2001 e 2002, que gerou a morte de mais de 1.000 pessoas.

Tradução: Portas Abertas

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