Cristãos mantêm sua identidade religiosa em sigilo

Cristãos mantêm sua identidade religiosa em sigilo

Atualizado: Segunda-feira, 30 Agosto de 2010 as 9:14

Tendo os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Iêmen como vizinhos, Omã é uma nação montanhosa localizada na Península Arábica. Uma área estratégica do Estreito de Omuz, que forma um "portão de acesso" ao Golfo Pérsico, também pertence ao território omani.

O isolamento natural que o país tem por causa da região montanhosa próxima ao Golfo de Omã transformou-o em uma das mais distintas culturas da região do Golfo Pérsico.

A Igreja

Embora as comunidades cristãs já estivessem presentes na antiga Arábia desde o 1º século da era cristã, é muito pouco provável que alguma delas tenha se estabelecido em Omã já naquela época.

No século VII, o triunfo do islamismo resultou na total erradicação do cristianismo da região. Assim, Omã só foi receber seus primeiros missionários, um grupo de padres católicos do Iêmen, em 1841.

As missões protestantes chegaram ao país com Samuel Zwemer, um missionário presbiteriano norte-americano, em 1889.

Hoje, a comunidade cristã no país é quase que inteiramente formada por estrangeiros e o número de cidadãos omanis convertidos ao cristianismo é estimado em apenas cem.

Não se tem informação sobre grupos de missionários, mas várias organizações humanitárias religiosas operam no país. Estão estabelecidas as igrejas Anglicana e a Reformada da América, grupos protestantes, católicos e ortodoxos.

A perseguição

A Constituição, conforme a tradição, provê liberdade para praticar ritos religiosos se essas práticas não perturbarem a ordem pública. O governo geralmente respeita isso; contudo, há limitações no que diz respeito à evangelização e à distribuição de material religioso. A Constituição ainda declara que o islã é a religião oficial e que a sharia é a fonte de toda a legislação.

Os cidadãos e os estrangeiros são livres para discutir suas crenças religiosas dentro dos limites da lei; contudo, o Governo proíbe a conversão de muçulmanos.

De acordo com a lei islâmica, um muçulmano que abandona o islamismo é considerado apóstata e está sujeito aos procedimentos legais islâmicos.

Assim, ex-muçulmanos são severamente perseguidos pela família e sociedade. Podem ser expulsos de casa, perder o emprego e até a vida.

O governo se mostra moderado em seu tratamento para com os ex-muçulmanos a menos que as famílias peçam medidas contra eles. Nesses casos, os ex-muçulmanos são considerados e tratados como deficientes mentais.

Grupos não-muçulmanos também são proibidos de publicar material religioso, embora publicações impressas no exterior possam ser importadas.

veja também