Cristãos presos por frequentar igreja no Irã apelam por um local de culto seguro

Babak Hosseinzadeh e Behnam Akhlaghi foram condenados a 5 anos de prisão em 2019. Agora, estão lutando pelos seus direitos à liberdade de culto.

Fonte: Guiame, com informações de Premier Christian NewsAtualizado: quarta-feira, 10 de novembro de 2021 19:41
 Babak Hosseinzadeh e Behnam Akhlaghi foram detidos em 2019. (Foto: Reprodução/Vimeo).
Babak Hosseinzadeh e Behnam Akhlaghi foram detidos em 2019. (Foto: Reprodução/Vimeo).

Dois cristãos presos no Irã estão pedindo ao governo um local seguro para cultuarem, após sua libertação da prisão. Babak Hosseinzadeh e Behnam Akhlaghi foram detidos em 2019, junto com outros nove iranianos convertidos ao cristianismo, por frequentarem uma igreja doméstica na cidade de Rasht, no norte do país.

Os homens foram condenados a cinco anos de prisão por "agirem contra a segurança nacional através da promoção do sionismo cristão". No país de maioria muçulmana é crime participar de uma igreja cristã e a punição pode chegar a cinco anos de prisão. 

Nos últimos anos, a maioria das igrejas iranianas foram fechadas à força pelas autoridades. E as poucas que permanecem abertas, não tem permissão de receber visitantes ou novos fiéis. 

Babak e Behnam já cumpriram dois anos e meio de suas sentenças. Durante a recente licença da prisão, onde eles puderam voltar para casa por algumas semanas, os dois cristãos gravaram um vídeo ao governo do Irã, perguntando onde eles poderiam cultuar com segurança e lembrando de seus direitos à liberdade religiosa.

"Se me dizem: Respeitamos sua fé, respeitamos suas crenças e o único problema que temos com você é que você frequenta uma igreja doméstica. Minha pergunta é, se esse respeito realmente existe, então onde devo frequentar uma igreja depois da minha libertação? Onde devo praticar minha fé como cristão?", questionou Behnam no vídeo.

Os cristãos também escreveram uma carta conjunta com Saheb Fadaie, um pastor que cumpre uma sentença de seis anos de prisão, reivindicando seus direitos à liberdade de culto.  

Mansour Borji, diretor do Article 18, uma organização cristã que luta pela liberdade religiosa no mundo, explicou que a perseguição aumentou no Irã com o avanço do Evangelho no país. 

"Eles intensificaram a repressão aos cristãos, especialmente nos últimos dez a doze anos. Por causa disso, ouvimos relatos constantes de prisões e detenções. É também o direito garantido pela própria constituição iraniana que está sendo violado repetidas vezes”, afirmou.

Agora, diversas organizações cristãs, como Portas Abertas, Article 18, CSW e Release International, se uniram e lançaram uma campanha para reivindicar os direitos religiosos dos cristãos no Irã. 

A campanha #Place2Worship está lembrando que o país se comprometeu com o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que garante aos indivíduos o direito à liberdade religiosa. "O compromisso do Irã com a lei internacional também o obriga a fornecer segurança para adoração privada e coletiva”, lembrou Borji. 

Com a hashtag #Place2Worship, o movimento está convidando as pessoas a compartilharem suas histórias e mostrar solidariedade aos cristãos iranianos nas suas redes sociais.

As organizações cristãs também enviaram um apelo ao Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos para que intervenha em favor dos cristãos no Irã, que não possuem liberdade para praticar sua fé. A ação também pediu a libertação dos crentes presos por participarem de igrejas domésticas e o fim da perseguição religiosa na nação.

Além disso, a campanha solicitou esclarecimentos sobre onde os cristãos iranianos podem se reunir para adorar livremente, sem correr o risco de serem perseguidos ou presos. 



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