Cristãos são obrigados a revelar sua fé para obter documentos e sofrem perseguição no Irã

Os cidadãos devem declarar uma das quatro religiões reconhecidas pelo estado: cristianismo, judaísmo, islamismo e zoroastrismo.

Fonte: Guiame, com informações do PremierAtualizado: quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020 14:55
Carteira de Identidade Nacional do Irã, com opção de religião que deve ser declarada pelo cidadão. (Foto: Reprodução/Radio Farda)
Carteira de Identidade Nacional do Irã, com opção de religião que deve ser declarada pelo cidadão. (Foto: Reprodução/Radio Farda)

Os cristãos no Irã que se converteram do Islã agora serão obrigados a declarar sua fé ao solicitarem carteiras de identidade nacionais.

É obrigatório que todo cidadão com idade superior a 15 anos possua um Cartão de Identidade Nacional no Irã.

O National Census Bureau removeu a opção ‘outra religião’ de seus formulários de inscrição, forçando as pessoas a escolher entre as quatro religiões reconhecidas pelo estado: cristianismo, judaísmo, islamismo e zoroastrismo.

A sociedade iraniana é governada pela lei islâmica, o que significa que os direitos e as possibilidades profissionais dos cristãos são fortemente restritos. Os convertidos do Islã enfrentam perseguição e sentenças de prisão por parte do governo.

Como resultado, muitos cristãos optam por manter sua fé em segredo.

Sob a nova regra do governo, os cristãos serão forçados a mentir sobre sua fé ou enfrentar a exposição.

Os cartões de identificação obrigatórios são necessários para obter cartões de crédito, passaportes e cartas de condução, e os serviços básicos do governo não podem ser acessados ​​sem eles.

A Portas Abertas de Caridade pela Liberdade Religiosa relata que houve pelo menos 169 prisões de cristãos no ano passado.

Há preocupações de que a nova mudança de regra possa incentivar mais cristãos a fugirem da região, deixando outros grupos minoritários vulneráveis ​​a abusos.

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