Cristãs indianas são alvo de tráfico de mulheres

Cristãs indianas são alvo de tráfico de mulheres

Atualizado: Terça-feira, 28 Setembro de 2010 as 9:25

 Há relatos alarmantes do tráfico em larga escala em Orissa, na Índia, de jovens mulheres, em uma região onde se tem visto repetidos atos de violência contra os cristãos e outras minorias, nas mãos de nacionalistas hindus. As vítimas são principalmente jovens cristãs. A violência contra os cristãos em 2008 deu oportunidade a grupos criminosos de encontrar uma presa fácil entre os refugiados e os pobres. Se o Governo Estadual não tomar providências, Orissa se tornará uma região para trafico de pessoas.

Raphael Cheenath, pastor da Igreja em Cuttack-Bhubaneswar relata que sua igreja utiliza os recursos à disposição para combater o rapto e tráfico de pessoas, em um esforço especial para proteger as jovens.

Após um levantamento, 24 meninas foram identificadas em estado de risco por viverem sozinhas, extrema pobreza ou não terem família. Elas foram internadas em colégios, escolas e instituições educacionais ou religiosas administradas pela Igreja. Mesmo as autoridades locais civis e policiais tiveram que lidar com o problema do tráfico de mulheres: houve um caso recente de resgate de 16 meninas das redes de tráfico.

O All-India Christian Council, uma organização que também presta assistência jurídica para os sobreviventes, declarou: "Os traficantes têm como alvo, cristãs no distrito de Khandamal. Soubemos de vários casos de meninas desaparecidas. Precisamos urgentemente unir forças para acabar com esta terrível situação."

Um caso ilustra outros diversos: Jyothi (um pseudônimo) é uma cristã que se juntou ao êxodo de cristãos, na sequência da violência nacionalista hindu no Natal de 2008. Ela foi seduzida por um contrabandista, com a promessa de emprego, uma nova vida e assim foi levada para Delhi. Uma vez perto da cidade, a jovem percebeu ter caído nas mãos de uma organização criminosa: sofreu ameaça várias vezes, além de ter sido espancada e abusada sexualmente por seis dias. Escravizada pelo chefe da quadrilha, foi enviada para trabalhar como empregada doméstica de Delhi. Lá, mais uma vez, a jovem sofreu violência física e sexual, mas finalmente foi resgatada pela polícia local. Com sinais evidentes de violência em seu corpo e em estado de exaustão psicológica, hoje Jyothi está sob os cuidados de cristãos em Orissa.

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