Depois da prisão, pastor continua pregando o Evangelho em mais de 100 aldeias no México

“A igreja cristã tem que ser muito sábia para poder viver entre grupos rebeldes e ainda sobreviver”, disse García.

Fonte: Guiame, com informações de Portas AbertasAtualizado: quarta-feira, 23 de junho de 2021 14:36
O pastor García continuou a compartilhar o Evangelho mesmo depois de enfrentar a prisão no México. (Foto representativa: Portas Abertas)
O pastor García continuou a compartilhar o Evangelho mesmo depois de enfrentar a prisão no México. (Foto representativa: Portas Abertas)

O pastor Rafael Jacinto García fala sobre a perseguição que sofreu durante os anos 1970, em San Agustin Loxicha, em Oaxaca, ao sul do México. Ele pregava o Evangelho aos moradores da comunidade, quando um grupo de homens apareceu e começou a agredir o líder. 

Mais tarde, ele foi levado para a praça principal para ser julgado publicamente. Depois do julgamento, eles colocaram García e outros quatro cristãos na cadeia, acusados de perturbar a paz da comunidade por compartilharem suas crenças.

Situação da Igreja no México

Até o dia de hoje, a liderança cristã tem sido cada vez mais ameaçada e se transformou no principal alvo de grupos criminosos que atuam contra o cristianismo no país. 

Embora o México seja considerado um país cristão, está cada vez mais difícil a atuação dos pastores por lá. Eles enfrentam a corrupção e o crime organizado, além da intolerância secular. Quem segue a Cristo é visto como uma pessoa fanática. 

Nas comunidades indígenas, quem decide abandonar as crenças religiosas ou práticas sincréticas da comunidade enfrenta rejeição e punição na forma de multas, encarceramento ou deslocamento forçado.

Os cristãos são vistos como uma ameaça por se oporem à corrupção e ao uso de drogas. Quem fala sobre a esperança em Jesus abertamente, fica na mira do tráfico de drogas e da violência das gangues, que buscam remover qualquer obstáculo na busca pelo controle. 

Prisão de García

García ainda tem memórias vivas de como foi tratado na época em que foi preso. “Fomos arrastados para a praça da cidade por uma multidão de pessoas que se reuniram lá seguindo ordens do agente municipal da cidade”, lembra. 

“Nos pediram para dar explicações sobre por que, supostamente, queríamos quebrar a paz da comunidade com outra religião, que não a oficial”, disse o pastor à Portas Abertas.

Horas depois, ele e seus companheiros foram soltos e decidiram ir para a casa de um homem cristão que tinham conhecido na primeira visita à cidade de San Agustín Loxicha. O homem ofereceu a eles refúgio, alimento e remédio para suas feridas, no corpo e na alma. 

Evangelização estratégica

O pastor García decidiu deixar Loxicha e foi para a Cidade do México, mas deixou para trás um voluntário cristão que era padeiro, a fim de pregar o Evangelho na comunidade enquanto ensinava as pessoas a fazer pão.

Sem planejar, um dia, García precisou voltar para Loxicha, seguindo o chamado de Deus. “Voltei da Cidade do México para minha cidade natal. Nunca pensei que voltaria. Eu tinha outros planos, mas Deus me trouxe de volta para pregar aqui em Oaxaca”, disse.

“Preguei para as pessoas em mais de 100 aldeias, sofri perseguição, fui baleado e preso por fazer o que Deus me pediu para fazer. Mas tudo valeu a pena, pois muitas pessoas aceitaram Cristo e agora estão salvas”, acredita o pastor.

Atualmente, a guerrilha do Exército Revolucionário Popular (EPR) controla todas as áreas do município de Loxicha. Pastores e outros líderes da igreja de lá precisam ser cautelosos quanto à forma de atuação no ministério pastoral. 

“A igreja cristã tem que ser muito sábia para poder viver entre grupos rebeldes e ainda sobreviver”, compartilhou e concluiu.

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