Discípulos coerentes - Coluna Lissânder Dias

Discípulos coerentes - Coluna Lissânder Dias

Atualizado: Terça-feira, 3 Março de 2009 as 12

Um grupo de estudantes universitários de um país rico decidiu orar por alguns países extremamente pobres. Mas, com que sentimento orar, se eles não experimentaram as mesmas dificuldades? Como clamar a Deus se seu coração nada sente? Então, eles acharam uma solução: "Junto com a oração, vamos fazer jejum de coisas supérfluas como lanches, cinema etc". O grupo foi corajoso. Uma coragem santa.

Deus quer discípulos que unam oração e sentimentos verdadeiros, idealismo e atitudes, mente e coração. Devemos ler e interpretar as duas grandes ordens de Jesus nesta perspectiva:

A Grande Comissão:

"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mt 28.19,20).

Os verbos da Grande Comissão (ir-fazer discípulos-batizar-ensinar) mostram que não basta ter boa vontade. É preciso tomar decisões e ter atitudes. Ensinar, por exemplo, exige paciência. Batizar exige autoridade espiritual vinda de um testemunho coerente e constante. Como cumprir tudo isso apenas sentado no sofá de nossas casas ou nos bancos de nossos templos?

O Grande Mandamento:

"Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes" (Mc 12.30,31).

Já diziam que amor é um verbo, não um substantivo. Exige ação, com toda a intensidade possível: todo o coração, toda a alma, todo o entendimento e toda a força. Não dá para imaginar um amor burocrático, ideológico, politicamente correto. Estamos falando de estilo de vida, de tomar partido em favor de quem amamos. O objeto do nosso amor é o Senhor e sua maior criação, a humanidade (da qual, obviamente fazemos parte). Toda a existência será influenciada por este amor.

Ser discípulo é escolher agir como seu Mestre. Nosso mestre é Jesus que se fez pobre (Fp 2.7), tomou a decisão de anunciar as Boas Novas para os necessitados (Lc 4.18) e amou seus discípulos até o fim (Jo 13.1). Sua vida é condizente com seus ensinamentos.

Este é o caminho para quem deseja genuinamente encarar a realidade com coerência. O outro caminho é a hipocrisia. E ai daquele que escolhê-lo.

Lissânder Dias do Amaral é jornalista e coordenador executivo da revista Mãos Dadas (www.maosdadas.net). Formando Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões. Casado com Kelen, mora em Viçosa (MG).

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