Donativos seguem para região isolada pelas chuvas em Mato Grosso do Sul

Donativos seguem para região isolada pelas chuvas em Mato Grosso do Sul

Atualizado: Quinta-feira, 10 Março de 2011 as 2:43

O município de Colniza, distante a 1.050 quilômetros de Cuiabá, e seus distritos de Guariba, Três Fronteiras e Guatá – isolados há dias por conta da queda de pontes e dos atoleiros formados nas estradas – vão receber até o final desta semana mantimentos do governo. Duas mil cestas básicas, cinco mil litros de óleo diesel, quatro mil litros de água, filtros e uma quantidade de medicamentos de 52 tipos vão seguir viagem. Além dos donativos, uma balsa será instalada na margem do rio Aripuanã para translado das milhares de pessoas que estão isoladas na região.

A Defesa Civil estadual não sabe como vai enviar a ajuda humanitária advinda de várias secretarias de Estado à população atingida pelos alagamentos na região. O órgão planeja montar uma base operacional no município de Juína, a 735 quilômetros de Cuiabá. O município foi escolhido porque é o único da região mais próximo e com estrutura para abrigar os mantimentos. De acordo com o comandante da Defesa Civil do Estado, Aguinaldo Pereira, de Juína, parte da carga será levada de avião e outra, por via terrestre.

Estimativas da prefeitura de Colniza apontam que o distrito de Guariba só tem óleo diesel para os próximos cinco dias. Os geradores que iluminam o local são alimentados com o combustível. Alimentos e medicamentos já estão sendo racionados. Os carregamentos em direção à cidade estão parados nas estradas.

O decreto de situação de emergência já foi homologado pelo governo do Estado. Ontem à tarde, uma equipe da Defesa Civil partiu de avião para o município para avaliar pela segunda vez a situação dos estragos. A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) pretende contratar uma empresa para amenizar os atoleiros na região.

A ponte de madeira entre Colniza e Guariba que acabou submersa pelo rio Aripuanã será substituída pela balsa. “O governo do Estado assumiu esta responsabilidade de enviar essa balsa que vai operar por tempo indeterminado”, revela Pereira. Pela grande dimensão, a balsa foi cortada ao meio e partiu em dois caminhões e um trator da Reserva Roosevelt rumo ao distrito.

Segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPETEC), a média de chuva em Colniza para o mês de fevereiro vem se mantendo em 600 milímetros desde 2008, já que a cidade está localizada em plena Floresta Amazônica. Neste ano, os atoleiros saltaram aos olhos por conta da falta de estrutura. “Colniza vive hoje os mesmos problemas que alguns municípios do médio norte passaram devido à precária infraestrutura”, avalia Pereira.

O município conta com a Comissão Municipal da Defesa Civil (Comdec), porém, sem atuação permanente. Apesar da grande quantidade de chuva, Colniza não tem nenhuma estação pluviométrica. “A gente conseguiria responder aos eventos com mais agilidade”, aponta Mário Márcio Rodrigues de Oliveira, da Defesa Civil.

Até o momento, além de Colniza decretaram situação de emergência Alto da Boa Vista, Nova Maringá, Nova Xavantina e Novo Mundo.

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