Eriópia: Portas Abertas visita cristãos vítimas de violência religiosa

Eriópia: Portas Abertas visita cristãos vítimas de violência religiosa

Atualizado: Segunda-feira, 8 Fevereiro de 2010 as 12

''Wakeyo bekka (Deus sabe)'', Shita respondeu ao colaborador da Missão Portas Abertas que lhe perguntou sobre suas lutas.

Shita é esposa de, Daniel, um líder cristão que sofreu um ataque em julho passado. Daniel sofreu ferimentos na cabeça e teve um braço quebrado, o que lhe impediu de continuar a cuidar de sua terra, de onde tira o sustento de sua família dele.

"Insisto que nossa terra seja arrendada por uns quatro anos, até que o Daniel se recupere. Achei que ele pudesse me ajudar a trabalhar como diarista, para alimentar nossos filhos. Mas ele sente dores, não pode mexer a mão. Fiquei responsável por cuidar da família inteira. Wakeyo bekka.”

Daniel e Shita são da igreja Kale Hiwot da vila de Weyo. A congregação possui dois terrenos cedidos pelo governo. O vizinho de um dos terrenos reclamou que a propriedade era sua e, em 11 de julho de 2009, começou a arar a terra. Daniel foi até o homem, que reagiu com violência.

Outros homens que estavam na propriedade naquele momento começaram a agredir o cristão e em outro membro da igreja, Dawit, que chegou minutos depois.

Encorajamento necessário

No fim do ano passado, uma pequeno equipe da Portas Abertas foi visitar Daniel, e ele foi bastante encorajado pelo gesto. Por isso, estamos promovendo agora uma campanha de cartões para a família.

Embora Daniel tenha se recuperado dos ferimentos na cabeça, seu braço ferido ainda não está totalmente restaurado. Ele recebeu ajuda para pagar suas despesas médicas.

Daniel, que sustentava a família por meio da agricultura de subsistência, não pôde mais trabalhar depois do ataque. Sua esposa e ele decidiram arrendar três quartos da propriedade para conseguir uma renda, embora pequena. Shita recolhe e vende madeira para ajudar com as necessidades da família.

Meaza e Dawit

Dawit, outro membro da igreja, sofreu agressões assim que chegou ao terreno da igreja. Sua esposa, que o acompanhava, tentou protegê-lo colocando entre ele e os agressores, esperando ser respeitada pelo fato de estar grávida.

Ela foi ferida e perdeu o bebê, que estava no sexto mês de gestação. O casal e o pastor Daniel foram levados a um hospital na cidade vizinha.

O grupo agressor fez um boletim de ocorrência afirmando que os cristãos haviam iniciado o ataque.

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