Estudo revela que aumenta perseguição religiosa

Estudo revela que aumenta perseguição religiosa

Atualizado: Quarta-feira, 24 Novembro de 2010 as 3:45

O Egito é um dos países em que a perseguição a cristãos mais preocupa. Mais de 1.800 cristãos foram assassinados nas últimas três décadas.

A perseguição religiosa não para de aumentar em todo o mundo e a situação dos cristãos a viver em países de maioria islâmica é particularmente preocupante. Estas são algumas das conclusões do Relatório de 2010 sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, que analisa a situação de 194 países entre Janeiro de 2009 e os primeiros meses deste ano.

O relatório é da responsabilidade da fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e será lançado hoje na Biblioteca da Igreja de S. Nicolau, em Lisboa (Baixa), por volta das 16h. Entre as situações destacadas sublinha-se a perseguição que sofrem os cristãos no Iraque e noutros países de maioria islâmica.

No Iraque, por exemplo, a violência anticristã não parou em 2009 e na primeira metade de 2010, com momentos de verdadeira perseguição.

O Paquistão é outro dos pontos críticos e mais mediáticos: a 19 de Julho de 2010, Rashid Emmanuel e Sajid Masih Emmanuel, dois irmãos cristãos que estavam a ser julgados depois de serem acusados de blasfémia, foram mortos a tiro à saída do tribunal.

Outras situações registadas arrastam-se no tempo: no Egipto, e durante os últimos trinta anos, foram assassinados cerca de 1.800 cristãos e foram perpetrados cerca de 200 atos de vandalismo contra propriedades destas pessoas, sem que ninguém fosse levado perante um tribunal.

O documento analisa a situação dos cristãos e de outras confissões religiosas, denunciando casos de perseguição e de atropelos a um direito fundamental consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

A publicação, com mais de 500 páginas, registra os casos mais dramáticos no período estudado em várias nações onde a liberdade de culto é negada das maneiras mais violentas e nas quais os crentes são perseguidos, em alguns casos até à morte.

O estudo assinala que a perseguição religiosa aumenta em todo o mundo e fala em graves limitações à liberdade de culto e de consciência, além de limitações legais à liberdade religiosa e episódios de repressão legal.

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