Evangelistas visitam deficientes visuais

Evangelistas visitam deficientes visuais

Atualizado: Segunda-feira, 14 Fevereiro de 2011 as 10:29

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado em 2002, estima-se que existam 180 milhões de deficientes visuais em todo o mundo, dentre os quais 45 milhões são cegos e 135 milhões apresentam algum tipo de baixa visão.

A pesquisa aponta que, no Brasil, a principal causa de cegueira é a catarata, com aproximadamente 40% dos casos. Em seguida aparece o glaucoma com 15%, a retinopatia diabética com 7% e a cegueira na infância com 6,4%.

Diante dessa realidade, voluntários do grupo A Gente da Comunidade, da Igreja Universal do Reino de Deus, de Recife (PE), visitaram, recentemente, a Associação Beneficente de Cegos do Recife (Assobecer), localizada no bairro de Afogados, zona oeste da capital, no qual abriga cerca de 40 pessoas portadoras de necessidades especiais, com baixa visão e cegos. A instituição, além de oferecer abrigo, também proporciona cursos profissionalizantes, tanto para os moradores como para os deficientes visuais da região.

Durante a visita, o grupo serviu lanches e disponibilizou profissionais de saúde para realizar aferição de pressão arterial. A equipe também distribuiu kits de higiene para todos do lar.

Para o presidente da Assobecer, Júlio Severino Tabosa, a visita dos voluntários ao local é muito importante para o aumento da auto-estima dos deficientes. “Muitos deles não têm família e aqueles que têm quase não recebem visitas dos familiares. O trabalho da Igreja é essencial, pois além da ajuda material e espiritual que trazem, o grupo doa boa parte do tempo para distribuir carinho e atenção a eles”, relata.

Cleiton Batista Santana, de 18 anos, conta que perdeu a visão, aos 12 anos, vítima de um glaucoma. Mas, com as palavras recebidas pelos evangelistas, reconhece que teve a fé avivada e retomou a esperança de voltar a enxergar. “É maravilhoso quando recebemos a visita do grupo, pois a fé professada por eles, faz com que acreditemos que a cura para Deus não é impossível. Eu até passei a acompanhar pela televisão depoimentos de pessoas que foram curadas, o que fez eu acreditar que um dia voltarei a enxergar”, declara.

A professora de artes Vilma Marques, ensina aos deficientes a arte da reciclagem e sente-se realizada com a iniciativa. “A minha satisfação se dá com os avanços dos meus alunos, cada conquista é recebida com alegria. Eu trabalho com matéria prima reciclada, materiais que muitos dispensam no lixo doméstico como, por exemplo, caixa de leite, vasilhames de vidro com tampa e garrafas pet”, explica.

O coordenador do grupo A gente da Comunidade no estado, pastor José da Guia, afirma que além de ensinar, o grupo também aprende muito com a história de vida e de superação de cada deficiente. “Enquanto muita gente que têm a visão perfeita passa a vida inteira reclamando, colocando defeito em tudo e só enxergando problemas, vimos aqui, hoje, pessoas felizes, produtivas e com certeza enxergando além do que os olhos físicos podem ver", declarou.  

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