Ex-muçulmano se torna evangelista no Oriente Médio: “Oro para mesquitas virarem igrejas”

Depois de se aposentar, Abu Sami começou a questionar o Islã e conheceu Jesus. Mesmo sendo perseguido, continua pregando o Evangelho e orando por seus inimigos.

Fonte: Guiame, com informações de Global Christian ReliefAtualizado: sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 às 13:15
Abu Sami. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)
Abu Sami. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Um homem que foi obrigado a se converter ao islamismo para não perder o emprego passou a ser perseguido após se render a Jesus e se tornar um evangelista no Oriente Médio.

Abu Sami cresceu em uma família que praticava a fé drusa. Ainda jovem, ao ingressar no serviço público em seu país, ele foi obrigado a se converter ao islamismo como condição para manter o emprego. 

Embora não tenha sido sua primeira escolha, ele passou a se dedicar à nova religião: orava, jejuava e chegou a realizar o Hajj — peregrinação a Meca exigida dos muçulmanos.

“Eu seguia o Islã, especialmente o Alcorão. Depois que me aposentei, alguém nos falou sobre Cristo. Então comecei a pesquisar”, disse Abu ao Global Christian Relief.

Ao começar a questionar a religião, Abu destacou: “Pesquisei e comecei a procurar as coisas ocultas que existem no Islã. Descobri que é uma religião equivocada porque, não é permitido discutir com os estudiosos ou fazer perguntas. Descobri que o islamismo não vem de Deus”.

Conversão

Não satisfeito com o Islã, ele decidiu ler a Bíblia. No início, relatou não entender completamente as Escrituras, mas passou a acompanhar pregações pela TV e, posteriormente, foi discipulado por um amigo da família que era cristão. Após cerca de dois meses de estudo bíblico, ele e a esposa decidiram entregar a vida a Cristo.

Para Abu, o que o convenceu de que o Evangelho é verdadeiro? “Foi toda a vida de Cristo”, afirmou ele.

E continuou: “Quando comecei a entender o Evangelho e a me aprofundar nele, lendo sobre a jornada do Senhor Jesus Cristo até a cruz, isso abriu uma porta para mim. A cruz de Cristo é a maior prova do amor do nosso Senhor por nós e da redenção que Ele ofereceu para que pudéssemos ser salvos”.

“No Islã, a história era toda sobre violência, mas o Cristianismo mostrou como Deus nos ama e que Ele se importa conosco”, acrescentou.

‘Tentaram me afastar do Senhor’

Desde que aceitou Jesus, Abu passou a compartilhar abertamente o Evangelho: “Não consigo evitar. Tenho que falar. Em todas as reuniões, em todos os grupos, tenho que falar sobre Cristo. Não posso ficar em silêncio”.

No entanto, familiares e membros da comunidade passaram a hostilizá-lo. Ele relata que irmãos e parentes próximos tentaram pressioná-lo a negar Jesus.

“As primeiras pessoas que me perseguiram foram meus irmãos e meus familiares mais próximos”, contou ele.

E continuou: “Tentei levá-los a Cristo, falei sobre os erros do Islã e da fé drusa e tentei ajudá-los a entender quem é Jesus. Eles me perseguiram muito e tentaram me afastar do Senhor. Mas, minha resposta foi: ‘Eu jamais poderia abandonar Cristo’”.

Após se aposentar do serviço público, Abu abriu uma loja, mas seus vizinhos começaram a boicotar seu negócio. Até mesmo seus fornecedores se recusaram a trabalhar com ele. 

Além disso, quando outras pessoas em sua comunidade se converteram ao cristianismo, ele foi acusado de "corromper os drusos" pela liderança local. Assim, ele foi forçado a abandonar seus familiares e também seu negócio.

'Feliz em ser perseguido por causa de Cristo'

Apesar das perdas, Abu permaneceu firme na fé: “Quando estou com Deus, com o nosso Senhor, não devo me preocupar com as pessoas ou com o que elas querem me fazer. Fico muito feliz em ser perseguido por causa do nome de Cristo”.

Como evangelista perseguido no Oriente Médio, Abu contou que encontra conforto em sua passagem bíblica favorita, Mateus 11:28-29, que diz: 

"Venham a mim, todos vocês que estão cansados ​​e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

Apesar das perseguições, Abu Sami ora por seus inimigos e para que as comunidades drusa e muçulmana se rendam a Cristo.

“Sinto pena deles, não de mim. Porque quem me persegue não conhece a verdade, não conhece Jesus Cristo. Oro para que o Senhor me use para uma colheita abundante e que eu possa ver as mesquitas nos países islâmicos transformadas em igrejas”.

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