Gêmeos evangélicos se casam com irmãs gêmeas

Gêmeos evangélicos se casam com irmãs gêmeas

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 8:41

Samir e Samuel são irmãos gêmeos, têm 18 anos e moram em Braz Cubas. As irmãs Samara e Sara são gêmeas, com 19 anos (apenas 3 meses mais velhas do que os rapazes) e residem em Jundiapeba. Além dos nomes iniciados com a letra "S" e da semelhança física, eles escrevem uma história pouco comum: Samir e Samara e Samuel e Sara irão se casar neste sábado, às 19 horas, no salão do Rotary Club, no Alto do Ipiranga, selando de vez os nomes das famílias Procópio e Ferreira. Cerca de 700 convidados são esperados para testemunhar o "sim" em dose quádrupla, afirmação bastante aguardada pelas duas famílias.

Na semana do enlace, os noivos compartilharam com O Diário a inusitada e romântica história dos casais - que ainda por cima é a mesma -, em meio aos preparativos para a celebração evangélica.

Como todo bom conto de fadas, este começa na infância dos personagens, mas esta parte será contada depois. O romance teve início em uma festa de debutante, da qual os quatro participaram ao lado do irmão mais velho de Samir e Samuel, Danilo, e da irmã mais velha de Samara e Sara, Claudia, que se casaram um ano depois do baile, e hoje têm um filho de 8 meses.

"Eu estava no Tiro de Guerra, tinha aprontado e podia não ser liberado para participar da festa. Mas meu pai foi até lá e convenceu o tenente a me dispensar. Eu seria o par da Claudia, que não tinha nenhum. Então, fomos até a casa dela, e essa foi a primeira vez que a vi", lembra Danilo, dizendo que não foi amor à primeira vista. Mas se não foi à primeira, certamente foi à segunda. "Quando a gente descia a escada, ele tinha que beijar minha mão, olhar pra mim e parar, por causa da foto. Eu nunca fui tão observada", lembra Cláudia.

Um mês depois da festa, o casal se encontrou em um casamento e, em dezembro do mesmo ano (2007), começaram a namorar. Foi então que o relacionamento entre as duplas de gêmeos começou a se aprofundar. "Por que quando o Danilo ia na casa da minha cunhada, a gente ia junto também e ficava conversando com as meninas. Mas era tudo trocado. Eu costumava falar mais com a Sara e minha noiva, a Samara, com o Samuel", conta Samir. "Era tática, já que por causa da timidez, contávamos segredos para os cunhados, porque sabíamos que, de alguma forma, ia chegar no ouvido certo", diz, aos risos, Samara.

Em dezembro de 2009, Claudia e Danilo se casaram. "A gente achou que nunca mais ia se ver, porque nos encontrávamos por causa dos irmãos mais velhos e nunca tínhamos sido tão amigos assim. O interessante é que, depois descobrimos que, quando tínhamos 6 anos, nossas famílias estavam em uma mesma pizzaria, brincamos por algumas horas, e nos vimos algumas vezes depois porque frequentamos a mesma igreja", conta Sara.

No domingo seguinte ao casamento de Daniel e Cláudia, lá foram os gêmeos em casa de novo", relata Sara.

E os encontros foram incentivados por Berenice e Samuel da Silva Procópio, pais dos meninos. "Sabia que ia dar certo, então incentivei", revela a mãe. "Mas na nossa religião, um compromisso é para sempre e eles eram novos para assumir um. Então acompanhamos de perto, até chegarem à atual idade", ressalta o pai.

A aproximação foi inevitável. "Acabei gostando mesmo do Samuel, mandava cartas, dava bombons, mas ele dizia que queria trabalhar, comprar um carro, uma casa. E eu aceitei, né. Que mulher não quer ganhar tudo isso?", pergunta Sara, descontraída.

Só que os planos de Samir eram mais imediatos. Então, logo ele já pediu Samara em namoro. E o Samuel fez o mesmo com Sara. "É sempre assim, quando o primeiro faz uma coisa, o segundo também faz", disse Berenice.

Foi em setembro de 2009, depois de muitas prensas do pai das meninas, Claudio Avelino da Silva Ferreira, que Samir, chorando, venceu o medo e oficializou o namoro com Samara. "E eu fiz o maior discurso, dei conselhos, olhei para o lado e vi a mão do Samuel levantada. Dei licença e ouvi: Eu também quero namorar a Sara. Fazer o quê, deixei, e completei que tudo que eu tinha falado servia pra ele também", afirma.

E como não poderia deixar de ser, o noivado aconteceu no mesmo dia, em setembro do ano passado. O casamento, para completar o ciclo, será também na mesa data, neste sábado, com celebração religiosa e festa. "Mas fui esperta desta vez. Antes que o Samuel esperasse o sim do Samir, fui ao cartório agendar a cerimônia e nós vamos nos casar primeiro", entrega Sara, com uma piscadela para o noivo.

Quanto aos filhos, os dois casais de gêmeos ainda não pensaram no assunto, apesar da probabilidade duplicada de Samara e Sara também terem uma gravidez gemelar. A conversa assusta mesmo é Danilo, pai de Danilo Guilherme, de 8 meses. "Agora fiquei preocupado. Melhor ficar só no risco", brinca.

Nem mesmo a cerimônia aconteceu e as avós já fazem planos para os netos. "Se forem como os meus, um caía e batia a boca pela manhã e o outro à noite. Um era internado de manhã e o médico já mandava levar o outro", relembra Berenice. "Assim também era com as minhas filhas, não sei como não nos encontramos no hospital. Se bem que a história não seria tão diferente, era algo que tinha que acontecer. A preocupação é pelos netos, que vão ter que usar camisetinhas dizendo de quem são filhos. Mas como todos os nossos encontros em família, vai ser uma festa sempre", comemora Cleonice.

Mariana Leal

Samir e Samuel são irmãos gêmeos, têm 18 anos e moram em Braz Cubas. As irmãs Samara e Sara são gêmeas, com 19 anos (apenas 3 meses mais velhas do que os rapazes) e residem em Jundiapeba. Além dos nomes iniciados com a letra "S" e da semelhança física, eles escrevem uma história pouco comum: Samir e Samara e Samuel e Sara irão se casar neste sábado, às 19 horas, no salão do Rotary Club, no Alto do Ipiranga, selando de vez os nomes das famílias Procópio e Ferreira.

Cerca de 700 convidados são esperados para testemunhar o "sim" em dose quádrupla, afirmação bastante aguardada pelas duas famílias.

Na semana do enlace, os noivos compartilharam com O Diário a inusitada e romântica história dos casais - que ainda por cima é a mesma -, em meio aos preparativos para a celebração evangélica.

Como todo bom conto de fadas, este começa na infância dos personagens, mas esta parte será contada depois. O romance teve início em uma festa de debutante, da qual os quatro participaram ao lado do irmão mais velho de Samir e Samuel, Danilo, e da irmã mais velha de Samara e Sara, Claudia, que se casaram um ano depois do baile, e hoje têm um filho de 8 meses.

"Eu estava no Tiro de Guerra, tinha aprontado e podia não ser liberado para participar da festa. Mas meu pai foi até lá e convenceu o tenente a me dispensar. Eu seria o par da Claudia, que não tinha nenhum. Então, fomos até a casa dela, e essa foi a primeira vez que a vi", lembra Danilo, dizendo que não foi amor à primeira vista. Mas se não foi à primeira, certamente foi à segunda. "Quando a gente descia a escada, ele tinha que beijar minha mão, olhar pra mim e parar, por causa da foto. Eu nunca fui tão observada", lembra Cláudia.

Um mês depois da festa, o casal se encontrou em um casamento e, em dezembro do mesmo ano (2007), começaram a namorar. Foi então que o relacionamento entre as duplas de gêmeos começou a se aprofundar. "Por que quando o Danilo ia na casa da minha cunhada, a gente ia junto também e ficava conversando com as meninas. Mas era tudo trocado. Eu costumava falar mais com a Sara e minha noiva, a Samara, com o Samuel", conta Samir. "Era tática, já que por causa da timidez, contávamos segredos para os cunhados, porque sabíamos que, de alguma forma, ia chegar no ouvido certo", diz, aos risos, Samara.

Em dezembro de 2009, Claudia e Danilo se casaram. "A gente achou que nunca mais ia se ver, porque nos encontrávamos por causa dos irmãos mais velhos e nunca tínhamos sido tão amigos assim. O interessante é que, depois descobrimos que, quando tínhamos 6 anos, nossas famílias estavam em uma mesma pizzaria, brincamos por algumas horas, e nos vimos algumas vezes depois porque frequentamos a mesma igreja", conta Sara.

No domingo seguinte ao casamento de Daniel e Cláudia, lá foram os gêmeos em casa de novo", relata Sara.

E os encontros foram incentivados por Berenice e Samuel da Silva Procópio, pais dos meninos. "Sabia que ia dar certo, então incentivei", revela a mãe. "Mas na nossa religião, um compromisso é para sempre e eles eram novos para assumir um. Então acompanhamos de perto, até chegarem à atual idade", ressalta o pai.

A aproximação foi inevitável. "Acabei gostando mesmo do Samuel, mandava cartas, dava bombons, mas ele dizia que queria trabalhar, comprar um carro, uma casa. E eu aceitei, né. Que mulher não quer ganhar tudo isso?", pergunta Sara, descontraída.

Só que os planos de Samir eram mais imediatos. Então, logo ele já pediu Samara em namoro. E o Samuel fez o mesmo com Sara. "É sempre assim, quando o primeiro faz uma coisa, o segundo também faz", disse Berenice.

Foi em setembro de 2009, depois de muitas prensas do pai das meninas, Claudio Avelino da Silva Ferreira, que Samir, chorando, venceu o medo e oficializou o namoro com Samara. "E eu fiz o maior discurso, dei conselhos, olhei para o lado e vi a mão do Samuel levantada. Dei licença e ouvi: Eu também quero namorar a Sara. Fazer o quê, deixei, e completei que tudo que eu tinha falado servia pra ele também", afirma.

E como não poderia deixar de ser, o noivado aconteceu no mesmo dia, em setembro do ano passado. O casamento, para completar o ciclo, será também na mesa data, neste sábado, com celebração religiosa e festa. "Mas fui esperta desta vez. Antes que o Samuel esperasse o sim do Samir, fui ao cartório agendar a cerimônia e nós vamos nos casar primeiro", entrega Sara, com uma piscadela para o noivo.

Quanto aos filhos, os dois casais de gêmeos ainda não pensaram no assunto, apesar da probabilidade duplicada de Samara e Sara também terem uma gravidez gemelar. A conversa assusta mesmo é Danilo, pai de Danilo Guilherme, de 8 meses. "Agora fiquei preocupado. Melhor ficar só no risco", brinca.

Nem mesmo a cerimônia aconteceu e as avós já fazem planos para os netos. "Se forem como os meus, um caía e batia a boca pela manhã e o outro à noite. Um era internado de manhã e o médico já mandava levar o outro", relembra Berenice. "Assim também era com as minhas filhas, não sei como não nos encontramos no hospital. Se bem que a história não seria tão diferente, era algo que tinha que acontecer. A preocupação é pelos netos, que vão ter que usar camisetinhas dizendo de quem são filhos. Mas como todos os nossos encontros em família, vai ser uma festa sempre", comemora Cleonice.     Com informações do Diario de Mogi

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