Hábitos alimentares dos povos

Hábitos alimentares dos povos

Atualizado: Quinta-feira, 30 Abril de 2009 as 12

Cachorros, cobras, sapos e baratas são iguarias finas em alguns países.

Ingrid Cicca

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Há muitas diferenças nos hábitos alimentares dos povos. Se olharmos para os padrões alimentares dos brasileiros e compararmos com a de outros povos, muitos deles soarão esquisitos para nós. Por exemplo, em países como Guiné Bissau, Indonésia, China e Coréia é comum comer carne de cachorro, na Índia tomam sopa de cobra, em Hong Kong apreciam um assado de sapo, no Azerbaijão comem até o pênis do carneiro e na Tailânia baratas fritas são consideradas iguarias. À primeira impressão é a de estranheza, mas, o inverso também ocorre. Alguns povos também consideram estranhos alguns de nossos hábitos alimentares. Os judeus, por exemplo, ficam escandalizados com nossa prática de comer carne de porco.  

Na Índia, a culinária destaca-se pelo uso de grande variedade de temperos aromáticos e condimentos picantes. Dependendo da região do país, o clima é bem frio e os temperos ajudam a reter a temperatura do corpo. Assim como na Índia, no Nepal e na Tailândia os pratos servidos também são bastante apimentados.

No Brasil, o comum é servir primeiramente as saladas antes dos ?pratos quentes?. O mesmo não ocorre na Itália. A salada é servida depois do ?prato principal?. Os brasileiros adoram carne, prova disso são os gaúchos ? especialistas no preparo do delicioso churrasco. Em contrapartida, os egípcios raras vezes comem carne  vermelha e até mesmo  peixe e por isso são vítimas da desnutrição e anemia. A alimentação deles é composta por muitos cereais e legumes. Um dos preparos tradicionais dos egípcios é o kishk, uma pasta de cereal e farinha misturada com legumes que é servido com pão, feito de milho.

É preciso preparar o paladar para enfrentar novos hábitos alimentares, pois dependendo do país recusar comida pode ser encarado como uma ofensa. Além de toda esta diversidade culinária, o modo como as pessoas se alimentam também têm suas peculiaridades. Por exemplo, quando comemos macarrão ao molho, aprendemos, desde a infância, que não é correto sugar o macarrão, considerado totalmente deselegante. Esta recomendação já não vale para os japoneses. Quando mais ruidosamente sugar o macarrão, melhor é. Arrotar na mesa, então, nem pensar! Isto foge das regras de etiqueta, pelo menos para nós, brasileiros. Já nos países árabes, arrotar após as refeições é um sinal de elogio. Existem países na África que dispensam qualquer tipo de talher na hora de comer, preferem utilizar às mãos para levar a comida à boca.

A alimentação é mais um dos desafios que terá que ser enfrentado pelo missionário transcultural. A adaptação ao novo hábito alimentar pode durar meses ou até mesmo anos.

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