IURD evangeliza garotas em colégios de Nairóbi

IURD evangeliza garotas em colégios de Nairóbi

Atualizado: Quarta-feira, 9 Junho de 2010 as 9:53

Quênia é um país localizado ao leste do continente africano e conta com uma população de 30,1 milhões de pessoas. Apesar de ser conhecido mundialmente por seus atletas vitoriosos, como os velocistas James Kipsang, Robert Cheruiyot e Paul Tergat, recentes campeões da corrida de São Silvestre, que acontece na cidade de São Paulo (SP) todo o último dia do ano, o país também enfrenta problemas sérios em sua estrutura.

A nação foi colonizada em 1888 pelos ingleses e conquistou a independência em 1963. Nos anos seguintes, o povo sofreu com ditaduras políticas que geraram conflitos tribais, ocasionando mortes e lutas sangrentas. Em 2002, o atual presidente Mwai Kibaki foi eleito, colocando fim aos 24 anos de ditadura. Mas, milhares de quenianos ainda sofrem com a miséria decorrente do alto índice de desemprego, corrupção e falta de infra-estrutura.

Há 15 anos a Igreja Universal do Reino de Deus realiza um trabalho de evangelização, visando levar esperança por meio da fé em Deus, em hospitais, presídios, clínicas de recuperação e comunidades carentes do Quênia.

Recentemente, Ana Paula Teixeira (foto à esquerda), esposa do pastor Alexandre Teixeira, responsável pelo IURD no país, começou a visitar meninas adolescentes das escolas da capital, Nairóbi. Ana Paula conta que a ideia surgiu pela dificuldade de evangelização com panfletos, atividade proibida na região e, principalmente, após conversas com jovens que a procuravam na Igreja e desabafavam com ela sobre assuntos delicados, que não tinham coragem de contar para ninguém. "Aqui o povo é muito carente e muitas das garotas que me procuravam relatavam abusos sexuais. O número de mães solteiras que nem sabe quem é o pai de seus filhos é muito grande, então decidi ir até aquelas que não vinham à Igreja e procurar ajudá-las nas escolas", explica.

De acordo com Ana Paula, a aceitação foi imediata e superou as expectativas, pois quando chegou à primeira escola, as estudantes ouviram atentamente a Palavra de Deus, receberam orações e choraram durante o aconselhamento, enquanto desabafavam a respeito dos problemas vividos. "Elas se sentiram acolhidas e surpresas com a visita, pois aqui há uma distância muito grande entre os religiosos e o povo. Alguns vizinhos da escola se interessaram em estudar naquele colégio só por causa da visita", revela, acrescentando que o trabalho está apenas começando, mas já é possível ver resultados, pois muitas alunas estão indo à IURD: "Quando nos deparamos com a realidade que elas vivem, podemos sentir a dor de cada uma, refletida em cada olhar. Mas sabemos que vamos alcançá-las para o Senhor Jesus e com certeza o futuro delas não será de sofrimento, mas sim de alegria."

Um futuro que foi mudado na vida de Rebecca Wanyama, de 41 anos, moradora de Nairóbi. Ela conta que chegou a IURD no final de 2007, em meio a uma guerra política de etnias. Por causa do conflito, teve todos os bens queimados após ter sua casa invadida. "Várias pessoas foram mortas, algumas até mesmo queimadas vivas. Por sermos de uma tribo que não era predominante na cidade onde morávamos, nossa casa foi invadida e queimada, junto com tudo aquilo que tínhamos", conta.

Somente com a roupa do corpo, a família fugiu para a capital, onde, andando pela cidade, foi convidada por um membro da IURD a participar de uma reunião. Ao frequentar os encontros semanalmente, Rebecca diz que recebeu forças para lutar e, com o passar do tempo, seu pranto se transformou em alegria. "Começamos a lutar pela reconstrução de nossas vidas. Meu marido conseguiu um lugar para trabalhar, começamos a prosperar e logo conseguimos um local digno para morar com nossa família, muito melhor do que o que foi queimado. Depois que conhecemos o Senhor Jesus, na Igreja Universal, minha família foi restaurada e abençoada por Deus", conclui.

Por: Cinthia Meibach

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