IURD realiza reunião com imigrantes

IURD realiza reunião com imigrantes

Atualizado: Quinta-feira, 5 Agosto de 2010 as 8:25

O centro de São Paulo (SP), local historicamente conhecido por concentrar imigrantes europeus que chegavam em busca de trabalho nos anos 1930, se tornou também um ponto de encontro de milhares de imigrantes sul-americanos. Mais especificamente na praça Kantuta, localizada no bairro do Pari, bolivianos, chilenos, paraguaios, equatorianos, venezuelanos, peruanos, entre outros se reúnem aos domingos para compartilhar costumes com seus compatriotas e com outros imigrantes, além de trocar experiências acerca dos acontecimentos semanais.

Alguns chegam decididos a fixar residência no Brasil e criar raízes. Outros vêm somente em busca de trabalho e após alguns anos retornam ao país de origem. Mas, a maioria dos que aqui chegam, se sentem sozinhos e perdidos. Muitos ilegais, acabam aceitando trabalhos informais que rendem baixas remunerações, gerando pobreza e desconforto.

Com o objetivo de levar apoio a essas comunidades de imigrantes hispanos, a Igreja Universal do Reino de Deus, do bairro do Brás, em São Paulo (SP), decidiu realizar reuniões em espanhol para atender a necessidade espiritual dessa população.

O trabalho coordenado pelo pastor Ricardo Cis existe há 4 anos e surgiu pela percepção dele de que muitos iam à Igreja mas não permaneciam por não compreenderem  a mensagem transmitida por causa do idioma português. Ele conta que assim que começaram as reuniões em espanhol, houve mais interesse da parte dos imigrantes que não iam mais sozinhos ao templo, mas convidavam os familiares para acompanhá-los. “O povo de Israel estava como estrangeiro, assim como essas pessoas estão. Por isso a importância de ter uma reunião no idioma delas. À medida que participam das reuniões, eles aprendem que não devem aceitar o sofrimento, pois nós mostramos na Palavra de Deus que a fé não só move montanhas, mas também une o povo e abençoa o país”, explica.

Os encontros acontecem toda quarta-feira, sábado e domingo e costuma receber em torno de 100 imigrantes por semana. Todo material distribuído durante o culto, como estudos, livros, CDs e bíblias estão em espanhol. Além disso, em algumas ocasiões, obreiros conhecedores dos dialetos indígenas realizam orações nas línguas “aymaras” e “quíchua”, e também homenageiam as datas folclóricas de cada país com a apresentação de vídeos e documentários.

Os frutos desse trabalho já podem ser vistos: 22 obreiros e 2 auxiliares de pastor, todos hispanos, levantados nesse período. Antes, eles que viviam longe do país de origem sem muitas perspectivas de conquistas, hoje, evangelizam seus conterrâneos levando palavras de fé e contam o próprio testemunho.

Como é o caso do casal de bolivianos, Virgilio Arce Salazar e Faustina Melgares. (foto ao lado) Envolvidos com drogas, há 15 anos, o casal chegou a ser preso no Brasil. “Por causa do tráfico, eu e minha esposa fomos presos no Brasil. Esse foi o pior momento em que vivi”, conta Salazar.

Dentro do presídio, ele foi evangelizado e se converteu ao Senhor Jesus. “Dentro do presídio me convidaram para participar de uma reunião da Igreja Universal, onde conheci a Palavra de Deus e em pouco tempo obtive minha liberdade. Contudo, continuei sofrendo, pois minha esposa ainda estava no cárcere”, lembra.

Mas, passado algum tempo, andando pela Avenida Celso Garcia, foi abordado por um grupo de evangelistas e obreiros que o convidaram para participar de uma reunião do grupo dos Hispanos, ato que mudou a vida dele e da esposa. “As reuniões em espanhol me trouxeram um entendimento melhor da vontade de Deus para a minha vida e para o uso da fé. Comecei a lutar pela minha esposa em oração e também participava das campanhas da Igreja. Ela, mesmo na cadeia, participava comigo. Doze dias após a Fogueira Santa, ela foi livre do cárcere de forma inesperada e apareceu na porta da minha casa, para minha alegria e felicidade. Hoje, estamos juntos, livres e felizes. Graças a Deus e ao trabalho do grupo dos Hispanos, aonde participamos semanalmente”, finaliza.

Por Cinthia Meibach

Postado por: Felipe Pinheiro

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