Junta Batista de Missões Nacionais e Editora Convicção reeditarão livro

Junta Batista de Missões Nacionais e Editora Convicção reeditarão livro

Atualizado: Terça-feira, 7 Junho de 2011 as 2:32

Em recente visita à sede de Missões Nacionais, o pastor Jerry Key, acompanhado de seu filho Guy Key (que também é pastor), firmou uma parceria com Missões Nacionais e a Convicção Editora para reeditar o livro “José da Silva, um pregador leigo”, de sua autoria e que foi um grande sucesso a partir da década de 1970. A previsão é de que o livro seja lançado na próxima Assembleia da Convenção Batista Brasileira, que acontece em janeiro de 2012 em Foz do Iguaçu (PR).

Admitindo que imaginava que levaria algum tempo para que Missões Nacionais estudasse a possibilidade de reeditar o livro, pastor Key se surpreendeu com a rápida decisão e se alegrou: “Tenho recebido muitos apelos para que ele fosse reeditado e acho que será uma grande bênção, ainda mais com esta visão de plantação de igrejas”, referindo-se à visão de igrejas multiplicadoras com a qual Missões Nacionais vem trabalhando. “Agora, finalmente ele vai ser reeditado”.

O autor do livro chegou ao Brasil em 1959 e foi professor de homilética no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB) por 35 anos, e atuou por 25 anos no então Instituto Batista de Educação Religiosa (IBER), hoje Centro Integrado de Educação e Missões (CIEM), período no qual também deu aulas sobre missões. Além disso, foi pastor e plantou igrejas no Rio de Janeiro, como por exemplo a Igreja Batista Memorial da Tijuca, onde esteve pregando nesta sua visita ao Brasil. Nesta ocasião aproveita para visitar igrejas que plantou, suas filhas e netas, como é o caso da PIB do Recreio, filha da PIB da Barra e neta da IB Memorial da Tijuca. É também uma oportunidade de rever alguns dos cerca de 3.500 alunos que ajudou a formar. “É muito importante formar líderes. Eu sempre tinha ao meu lado, em todos os pastorados, um aluno do seminário”, foi assim com o pastor Helio Schwartz Lima, da Igreja Batista da Penha (SP), com o pastor José Calixto Patrício, de quem inclusive celebrou o casamento, com o pastor Joarês Mendes de Freitas, seu assistente na fundação da PIB da Barra da Tijuca e que o sucedeu, sendo hoje pastor da IB de Jardim Camburi, em Vitória (ES), e o pastor Carlito Paes, da PIB de São José dos Campos.

O livro é fruto de uma série de aulas sobre pregação para leigos, que foram publicadas na revista “O Cooperador” - destinada à sociedade de homens - depois que ele ministrou algumas aulas sobre o assunto em 1965 durante um acampamento dos Homens Batistas do Brasil no Sítio do Sossego. Seu título não foi inspirado em uma pessoa em especial, mas na compilação de muitos pregadores leigos que aparecem, após terem sido convidados a pregar em uma igreja, conversando com seus pastores, quando apresentam suas dúvidas, que são esclarecidas no conteúdo do livro. Ao final do livro há também uma série de perguntas que “são boas para ajudar a desenvolver esta matéria, oferecendo um curso para pregadores leigos”, garantiu o autor, que já utilizou “José da Silva” para treinar líderes e lembra que até mesmo os músicos precisam em alguma ocasião apresentar um estudo bíblico e a homilética é uma grande ajuda. Ele, inclusive, foi professor desta matéria também no curso de Música Sacra do STBSB.  “Creio que o livro será uma grande bênção na plantação de igrejas, ajudando a preparar obreiros em todas as igrejas, porque não é só o pastor que precisa entender alguma coisa, mas as pessoas podem lucrar muito com o livro”. Reconhecendo que alguns que se espantam ao ver um livro de mais de 400 páginas sobre pregação, crê que diante de um livro menor, com menos de 100 páginas, poderão iniciar sua jornada. “Muitos destes pregadores leigos, espalhados pelo Brasil que estudaram 'José da Silva' também sentiram a vocação ministerial e se prepararam depois para realmente dedicarem suas vidas ao Senhor”, acrescentou.

Sobre a tendência de alguns obreiros de ditar tudo e não dar tarefas mais dignas, por exemplo, para diáconos, o pastor lembrou que somos uma equipe e que o pastor tem que ter coração de servo e deve acompanhar, amar as ovelhas e ajudar.

“Ele não é o manda-chuva, mas um servo do Senhor que tem a tarefa de ajudar os membros a se tornarem tudo o que Deus quer que eles sejam. Eu não vejo outro caminho. E as igrejas que estão indo para frente são igrejas em que o serviço está sendo dividido entre líderes, onde há confiança do pastor nos líderes e dos líderes no pastor, para juntos engrandecerem e glorificarem o nome do Senhor”.

Consagrado ao ministério pastoral com 17 anos, o pastor Jerry Key, no último dia 28 de maio, comemorou 61 anos de consagração, e em setembro próximo completará 61 anos de casado. “Além de ser marido, antes de completar 21 anos de idade, já tinha completado a universidade e o primeiro ano de seminário. Reconheço que amadureci cedo e minha esposa é tudo pra mim. Aquele amor antigo parece infantil comparado ao amor que hoje temos”, declara o doutor em missões, que hoje também admite ser mais apaixonado pela matéria da pregação  do que quando iniciou.    

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