Levando o Evangelho aos diferentes

Levando o Evangelho aos diferentes

Atualizado: Terça-feira, 5 Abril de 2011 as 10:37

Há alguns anos a Junta de Missões Nacionais tem incentivado igrejas a realizarem trabalhos de evangelização de grupos específicos. Esta visão nasceu do desafio de levar o Evangelho integral de Cristo a todos os brasileiros por meio de ações contextualizadas, que causem impacto na realidade de pessoas com características bem específicas. Projetos como Radical Brasil e Transradical Urbano deram o pontapé inicial para uma visão mais profunda da igreja em realidades urbanas. Mas agora, alargando suas fronteiras, a JMN separa obreiros para atuação direta junto a rappers, roqueiros, funqueiros, ente outros.

A ideia de levar o Evangelho de maneira contextualizada a todos os brasileiros rompe as barreiras do passado e torna cada vez mais necessário um ministério que fale a língua daquele que é alvo do amor de Deus. Roupas rasgadas, brincos e tatuagens aos poucos vão deixando de ser empecilhos para a aproximação dos batistas. Quem comenta a questão é o missionário Leandro Poçam, que sentiu na pele o preconceito da igreja, mas soube lidar com o problema, tornando sua linguagem e cultura uma preciosidade nas mãos de Deus.

"Entendo que este ministério está dentro da visão da JMN, que é evangelizar e discipular cada pessoa em solo brasileiro. Então, nós temos que pregar o Evangelho também aos 'calças largas', ao rapaz de boné, ao de tatuagem. Entendo que, às vezes, temos um preconceito, temos medo, não queremos chegar perto. Quantos de nós, na rua, pediríamos informação a uma pessoa assim?”, questiona o missionário, que este ano deixa o município de Riolândia (SP) para desenvolver um ministério com tribos urbanas na capital paulista.

Para Poçam, essa nova fase é mais uma confirmação de Deus para o desenvolvimento de uma chamada feita anos atrás.

“Quando me converti pensei que não daria para mexer com essa coisa de rap, mas o Espírito Santo me disse que não era para mudar o meu estilo. Enfrentei dificuldades na igreja em relação ao preconceito, mas não mudei de igreja. Lembro de uma vez em que levei 10 pessoas a Cristo, porque quando ganhamos um ganhamos os outros do grupo. Mas, alguns se desviaram por causa do preconceito. Demorei a entender isso como missão”, comentou o obreiro, que além de missionário é cantor de rap.

Esclarecendo um pouco mais a visão de evangelização de grupos específicos, Missões Nacionais lançou o Programa de Evangelização de Tribos Urbanas, cujo coordenador é o pastor Celso Godoy. O programa prevê a elaboração de material explicativo sobre o tema, um manual que define as características das principais tribos encontradas no Brasil, descreve a trajetória do movimento underground cristão e lança algumas estratégias de evangelização que ajudarão a igreja a contextualizar a proclamação das Boas Novas. O manual do Programa de Evangelização de Tribos Urbanas está disponível para venda em Missões Nacionais. Se preferir, acesse o site www.missoesnacionais/lojavirtual e adquira o seu.

Segundo o diretor executivo de Missões Nacionais, pastor Fernando Brandão, a sociedade continua desafiando a igreja no tocante à contextualização de sua mensagem, assim como na época de Paulo. “Estes são os desafios que Paulo enfrentou em seu tempo. Em nosso tempo há semelhantes desafios, dos quais não podemos fugir nem negligenciar o dever e as oportunidades de apresentar o Evangelho de forma contextualizada para quem vive nesse ambiente de contracultura.

Vivemos num país livre e globalizado no qual tais manifestações culturais se misturam com aquilo que tínhamos como tradicional e aceitável pelos mais conservadores”, afirma o pastor Fernando. Concluindo sua palavra, ele destaca o fato de que “o mandado de Jesus em Mateus 28.10-20 inclui todos, em todas as épocas e em todos os lugares”.   

veja também