Líder muçulmano convoca grupo para matar evangelista, em Uganda

O xeique Ali Bunyolo afirmou que o evangelista Hassan Muwanguzi deve morrer, porque tem aberto as portas de sua casa para ex-muçulmanos que entregam suas vidas a Jesus.

fonte: Guiame, com informações do Morning Star News

Atualizado: Domingo, 5 Março de 2017 as 11:24

Homem prega em rua de Uganda. (Foto: Salon)
Homem prega em rua de Uganda. (Foto: Salon)

Horas após um evangelista acusado de sequestro ter sido libertado sob fiança na última sexta-feira, em Uganda (África), um líder islâmico pediu aos muçulmanos de sua aldeia para matá-lo, disse uma fonte local.

Os muçulmanos da aldeia oriental de Kachomo, no distrito de Budaka, reuniram-se no mesmo dia em que o evangelista foi liberado da prisão, para discutir como impedir que Hassan Muwanguzi, o líder de uma igreja bem conhecida por seu amplo trabalho de evangelismo na região. As informações foram repassadas à agência 'Morning Star News' por uma fonte local que teve acesso ao encontro.

"O xeique Ali Bunyolo disse que Hassan deveria morrer", disse a fonte. "Ele também disse: 'Hassan deve ser excluído neste mundo, e nós devemos usar essa chance do processo legal e levá-lo a tribunal para ser acusado".

Em um esforço para difamar Muwanguzi e despertar o sentimento de ódio dos islâmicos contra o evangelista, o muçulmano Nghangha Mubakali apresentou uma acusção contra Hassan no domingo (26 de fevereiro) alegando que o cristão sequestrou sua filha e fez um ritual de sacrifício humano com a moça. Porém Muwanguzi afirma que a jovem Namusisi Budadu Biryeri, de 21 anos de idade, buscou refúgio na casa dele, depois que seu pai a espancou por ela ter se convertido ao Evangelho em 2015.

De fato, a polícia encontrou a moça viva e em segurança na segunda-feira (27 de fevereiro) e ela confirmou toda a versão apresentada pelo evangelista sobre ter procurado refúgio na casa de Muwanguzi, ter sido expulsa de casa e espancada por seu após ter se tornado uma cristã.

Muwanguzi é casado e seis filhos, mas ele e sua família estão correndo perigo por abrirem sua casa para ex-muçulmanos convertidos ao Evangelho. O evangelista tem sido frequentemente ameaçado por extremistas islâmicos.

Imediatamente, após a libertação de Muwanguzi, o presidente do Conselho Local (LC3) do Sub-condado de Kabuna convocou uma reunião de emergência para resolver as tensões que se espera que se levantem na área entre muçulmanos e cristãos. Porém o xeique Bunyolo fez seus pronunciamentos em um encontro com muçulmanos, apesar da advertência do presidente do LC3 à comunidade, pedindo que os cidadãos não fizessem uso da violência.

Muwanguzi tem uma audiência agendada e deve comparecer ao tribunal na próxima segunda-feira (6 de março).

"Eu preciso de um advogado para me defender, mas eu não tenho dinheiro para pagar a contratação desse profissional", disse ele. "O serviço de um advogado custa 1,7 milhão de xelins de Uganda [cerca de 470 dólares] em honorários legais".

Um líder cristão de Kabuna disse que os cristãos da região eram ficaram consternados na época que o evangelista Muwanguzi foi preso.

Muwanguzi também já foi um xeique islâmico, mas desde que se converteu ao Evangelho em 2003, sofreu várias formas de perseguição, incluindo o assassinato de uma de suas filhas em um ataque terrorista, no dia 16 de junho de 2014.

A constituição de Uganda e outras leis prevêem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter de uma fé para outra. Porém estes direitos são constantemente violados por grupos extremistas islâmicos do país.

veja também