Ministro do Curdistão defende a liberdade religiosa em discurso

Ministro do Curdistão defende a liberdade religiosa em discurso

Atualizado: Quarta-feira, 7 Janeiro de 2009 as 12

Nimrud Baito Youkhana, ministro do turismo no Governo Regional do Curdistão (KRG em inglês), e secretário geral do Partido Patriótico Assírio, falou sobre um progresso significante na garantia da liberdade religiosa na região do Curdistão, no Iraque.

De acordo com uma notícia publicada em seu site, durante reuniões estratégicas com membros do congresso, com a administração do presidente Obama e representantes de ONGs importantes, o ministro Youkhana demonstrou como, desde a queda de Saddam Hussein, grupos extremistas têm perseguido os cristãos e bombardeado seus vilarejos e igrejas, incluindo sua própria cidade natal. Esse terrorismo fez com que milhares de cristãos iraquianos se mudassem para a região do Curdistão, onde foram bem recebidos e ajudados.

O ministro recomendou a proposta apresentada na constituição do Curdistão, que afirma que a comunidade cristã no Iraque deveria ter uma área administrativa independente nos lugares onde os cristãos são maioria.

"O progresso que o KRG teve em proteger e encorajar práticas religiosas livres e irrestritas foi bem recebido por todos aqueles que tive a oportunidade de conhecer", disse o ministro Youkhana. "Temos razões para ficar orgulhosos, e estou determinado a deixar claro que o governo está reunindo todos os seus esforços para garantir que todas as religiões na região estejam a salvo e fortes. É meu desejo que tal tolerância se estenda a todo o Iraque."

Qubad Talabani, representante do KRG nos Estados Unidos, classificou a visita do ministro como um importante lembrete da diversidade existente no Curdistão e seu comprometimento com os direitos humanos e a liberdade religiosa.

"As palavras firmes e claras do ministro Youkhana comprovam que o papel do KRG em proteger e apoiar o cristianismo no Iraque é crucial para melhorar nossa determinação em garantir a liberdade religiosa no Curdistão", afirma Talabani.

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