Missão Portas abertas ajuda vítimas da enchente no Paquistão

Missão Portas abertas ajuda vítimas da enchente no Paquistão

Atualizado: Segunda-feira, 8 Novembro de 2010 as 4:30

Em cooperação com três grupos nacionais da Igreja, colaboradores da Portas Abertas Internacional tem entregado ajuda emergencial em quatro províncias afetadas pelas enchentes no Paquistão.

As equipes de apoio incluem pastores, enfermeiros e voluntários com treinamento em primeiros socorros. Há grupos que também orientam os moradores afetados a consertar ou reconstruir suas casas. Outros voluntários ajudam na localização de familiares perdidos, outros ainda ajudam pessoas a encontrar casas para alugar. Essa última ação tem se mostrado um verdadeiro desafio, uma vez que locadores muçulmanos não estão dispostos a alugar para cristãos, por preconceito pessoal ou por medo de retaliação de extremistas.

Um time especializado em pós-desastres move-se entre as regiões. O time consiste de um pastor, um médico experiente, uma enfermeira, um consultor de negócios, um gerente de avaliação, um treinador e um motorista. Eles visitaram cristãos em várias partes do país, fazendo um levantamento dos efeitos nos cristãos, criando uma estratégia com pastores, aconselhando cristãos e distribuindo os itens entre os contatos no país.

Esse time também tem oferecido cursos de cuidados médicos para parteiras e atendentes a fim de ajudá-los a aliviar as questões de saúde decorrentes das enchentes. Eles levam consigo medicamentos e estão preparando três equipes formadas por médicos residentes para as três regiões mais afetadas.

Parceiros da Portas Abertas Internacional têm comprado unidades médicas móveis para essas equipes para serem usado no próximo mês. Atualmente, três principais centros estão servindo como porto de fornecimento, bem como possibilitando aos cristãos da região acesso à água potável e espaços para preparação de comida.

“Isso não é para cristãos” As dez equipes de apoio realizando o socorro nas regiões afetadas têm observado sérias tendências de discriminação contra os cristãos por parte das autoridades. Mais de mil relatórios foram documentados segundo os quais apoio aos cristãos é negado “exceto haja a conversão para o islamismo”.

“Eles nos informam que somos apenas varredores de ruas – a ajuda não é para nós”, informam cristãos necessitados às equipes em campo. A razão dada pelos muçulmanos é sempre a mesma: “Essa ajuda vem da zakat (imposto islâmico). Isso não é para cristãos”.

“Duas mulheres vestidas em suas burcas vão todos os dias visitar as mulheres no campo perguntando se estamos ok”, reportou uma mulher cristã a uma das equipes. “Quando nós dizemos que recebemos comida estragada e que estamos adoecendo, elas dizem que sentem muito, mas que não há mais nada para fazer porque a ajuda que receberam foi fornecida por muçulmanos que pagam o zakat”.

Mais de 200 jovens cristãs encontradas pelos colaboradores campo fugiram com nada mais do que algumas roupas, deixando para trás os véus que usam para cobrirem a cabeça. Em regiões extremistas afetadas pela enchente, essas jovens enfrentam o estereótipo de serem consideradas mulheres “imorais” e “fáceis” – justamente por não usarem o véu.

Para a Igreja sobreviver Uma equipe encontrou uma jovem cristã de 21 anos que perdeu toda a sua família na enchente. Separada em meio ao caos, ela se encontrava em Quetta, centenas de milhas de distância de sua casa.

“Ela chora, todo o tempo”, disse um pastor. “Quando ouviu dizer que eu era cristão, veio e se atirou em meus braços. Ela era a única cristã no campo e estava muito assustada. O medo não sai de seus olhos”.

Um conselheiro dessa equipe agradeceu a ajuda enviada pelos parceiros da Portas Abertas em todo o mundo. “Sem a sua doação e amor, não seríamos capazes de atender todas essas necessidades. Há centenas na mesma situação que alcançamos para oferecer ajuda. Pretendemos abrigá-los com várias famílias que ministrarão de acordo com as suas necessidades e os manterão seguros, enquanto buscamos localizar seus parentes ou descobrir o que aconteceu com eles”. Para acomodar 30 famílias foram montadas tendas à prova d’água com aquecedor, água potável e banheiros em um lugar relativamente seguro próximo a uma colônia cristã. Essas famílias não tinham onde viver e suas jovens mulheres estavam particularmente vulneráveis. Outras 500 famílias receberam grandes parcelas de comida emergencial, detergentes e soluções antibacterianas.

“A esta altura seria muito fácil eliminar a Igreja no Paquistão,” admitiu um líder cristão, no começo de outubro. “É por esse motivo que as nossas equipes emergenciais, com o apoio financeiro da Portas Abertas Internacional tem trabalhado arduamente para atender tanto as necessidades imediatas como as de longo prazo dos cristãos paquistaneses atingidos pelo maior desastre natural do mundo no último século”.

A Missão Portas Abertas realizou uma campanha via web para levantar fundos para essa ajuda emergencial realizada no Paquistão. Foram coletados R$ 21.345,06, entre os dias 30 de agosto e 29 de outubro.

        Missão Portas Abertas

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