Missionárias colhem frutos na evangelização no Norte da África

Missionárias colhem frutos na evangelização no Norte da África

Atualizado: Segunda-feira, 24 Maio de 2010 as 10:30

A obra missionária realizada no Norte da África, através de missionárias enviadas pelas igrejas batistas do Brasil através de Missões Mundiais, tem alcançado resultados significativos, para a glória de Deus. Em dois países daquela região, as obreiras estão colhendo frutos entre crianças, adolescentes e casais através de ações estratégicas, como a Escola Batista, e também no desenvolvimento de amizades que cultivam com pessoas que chegam até elas procurando ajuda - muitas vezes em nível espiritual. Infelizmente, para evitar qualquer tipo de perseguição às missionárias, não é possível divulgar o nome da nação onde elas se encontram.

Escola Batista é testemunho do amor de Deus

Um bom exemplo desses frutos é a Escola Batista, que funciona em um dos países daquela região africana, onde predominam o islamismo e as religiões animistas. A missionária Ludmila Gaspar Schmidt relata a bênção que foi a formatura da terceira turma da escola, composta por 45 alunos, realizada na área da igreja local e que impactou a todos da comunidade.

O desfile das crianças em carro aberto pelo vilarejo foi seguido por uma banda e ovacionado pela comunidade. Em discurso, o Secretário de Educação local disse conhecer o trabalho da Escola Batista há dois anos e o admira profundamente, pois sabe o quanto é importante preparar as crianças para o futuro.

Ele recebeu dos funcionários da escola um certificado de honra ao mérito, por ter ajudado na compra do terreno da instituição. A missionária Ludmila também recebeu um certificado, que atestou o amor com o qual cuida das crianças.

Os 45 alunos formados serão enviados para iniciar a primeira série em outra instituição, pois o objetivo do projeto da Escola Batista é inserir as crianças apenas no pré-escolar.

Após compartilhar a alegria de todas aquelas crianças, o pastor da igreja batista, mantenedora da escola, manifestou o desejo de construir uma sala no terreno da igreja até definirem uma sede própria. O pastor também articula junto aos vizinhos a possibilidade de eles aceitarem vender seus terrenos, possibilitando assim a construção da igreja e da escola em uma mesma área. A missionária Ludmila considera reduzida a chance de isso acontecer, mas crê que a vontade de Deus prevalecerá.

O desejo do pastor tem uma justificativa: nas escolas do Norte da África os professores são treinados para impor sua autoridade sobre os alunos através do grito. A Escola Batista é um testemunho do tratamento digno que as crianças merecem receber.

Amizade é a ponte para evangelização

Em outro país daquela região, as irmãs Débora e Paula de Oliveira trabalham, há quatro anos, em um contexto onde 99% da população é composta por muçulmanos. Na cidade onde trabalham há um grande número de mães solteiras e carentes. É com essas mulheres que as missionárias concentram seus trabalhos, ensinando-lhes artesanatos que se tornam fontes de renda. Como no país o proselitismo é proibido, a estratégia das missionárias é conquistar a amizade das pessoas para depois, com segurança, compartilhar de sua fé e do amor de Deus.

Foi o que aconteceu com um jogador de futebol, brasileiro, que jogava no país em 2008. Após o contato da esposa dele com as missionárias, seguido por visitas sistemáticas e estudos bíblicos, aquele homem aceitou a Jesus e foi batizado.

Outro público alcançado pelas missionárias Paula e Débora são as crianças. Elas chegam aos pequeninos ensinando-lhes trabalhos manuais, recreação e esportes. ''As crianças são muito amorosas. E como somos estrangeiras, elas se sentem privilegiadas em nos ter trabalhando com elas. É uma experiência muito boa, pois através do amor a vida delas é impactada'', encerram as missionárias.

Missões Mundiais pede que os crentes batistas brasileiros orem pelo trabalho desenvolvido naquela região, rogando para que a proteção do Senhor seja sobre elas e que, também, novas estratégias para alcançar, com segurança, aquele povo sejam implantadas.

Por Por Sérgio Dias

veja também