Missionário deixado para morrer em deserto no Egito, sobrevive após clamar a Deus

Abel e sua esposa Anna têm um ministério de evangelismo entre muçulmanos no país e haviam sido ameaçados de morte.

Fonte: Guiame, com informações de Mission Network NewsAtualizado: quinta-feira, 13 de janeiro de 2022 16:26
Abel e sua esposa Anna têm um ministério de evangelismo entre muçulmanos no Egito. (Foto: Facebook/8thirty8).
Abel e sua esposa Anna têm um ministério de evangelismo entre muçulmanos no Egito. (Foto: Facebook/8thirty8).

Um missionário deixado para morrer em um deserto, no Egito, por seus perseguidores, sobreviveu após clamar a Deus por socorro. 

Abel e sua esposa Anna têm um ministério próspero de evangelismo entre muçulmanos no país, porém o casal passou a receber ameaças de islâmicos contrários ao seu trabalho missionário, de acordo com o Mission Network News.

Recentemente, os missionários receberam um telefonema com ameaça de morte, incluindo sua filha Sofia, de 4 anos, e o perseguidor revelou que sabia onde a família morava. Imediatamente, Abel enviou sua esposa e sua filha para ficar na casa dos pais, em outra cidade.

Durante três meses, Abel permaneceu em casa durante o dia e só saia à noite. Mas, durante uma missão, certa noite, o missionário foi sequestrado. Os criminosos o levaram à força para dentro de uma van e puseram um capuz preto sobre sua cabeça. 

Os sequestradores dirigiram por cerca de 3 horas e, enquanto isso, Abel orou, com a certeza de que iria ser assassinado, e o Senhor deu paz ao seu coração. Os criminosos pararam no deserto, tiraram ele do carro, o espancaram na areia e deixaram o missionário para morrer.

Mesmo estando gravemente ferido, Abel sobreviveu ao terrível espancamento. Então, sem saber onde estava, ele orou pedindo direção a Deus. O cristão caminhou por horas até encontrar uma estrada. 

Um motorista que passava parou e Abel perguntou onde estava e usou o celular do homem para ligar para a esposa. Um dia depois, o missionário se reencontrou com a família e seu ministério passou a ser subterrâneo.

Após um mês, eles saíram do Egito para um país mais seguro. No aeroporto de Cairo, os missionários poderiam ter sido reconhecidos e detidos, mas como se Deus os fizesse invisíveis, eles conseguiram passar e hoje estão sendo cuidados em outro país.

Abel e a família planejam ficar no exterior por 3 a 6 meses e estão orando para retornar ao campo missionário no Egito.

De acordo com o Uncharted Ministries, um ministério que leva o Evangelho ao Oriente Médio, apesar do governo atual do Egito garantir a liberdade religiosa, muitos cristãos egípcios, principalmente os de origem islâmica, ainda sofrem perseguição por sua fé. 

“Mesmo que o líder do governo diga 'Não vamos permitir a perseguição aos cristãos', isso ainda está acontecendo. É típico que as pessoas que compartilham o Evangelho com os muçulmanos recebam ameaças rotineiramente. Elas podem vir de grupos terroristas à irmandade muçulmana opressiva no Egito”, explicou Tom Doyle, da Uncharted Ministries, ao Mission Network News.



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