Muçulmano desiste de ser terrorista e se rende a Jesus, após visão da crucificação

Aos 12 anos, Nasser al’Qahtan diz que estava pronto a ir ao Paquistão para treinar e ser enviado ao Afeganistão para lutar na jihad.

fonte: Guiame, com informações do God Reports

Atualizado: Segunda-feira, 30 Novembro de 2020 as 9:55

Nasser al’Qahtan lidera equipe cristã para o Oriente Médio. (Foto: Reprodução / Multiply)
Nasser al’Qahtan lidera equipe cristã para o Oriente Médio. (Foto: Reprodução / Multiply)

Nasser al’Qahtan, que nasceu e foi criado na costa leste da Arábia Saudita, ansiava por morrer por Alá travando a jihad [guerra santa], aumentando assim suas chances de chegar ao paraíso. Mas ao longo do caminho ele se converteu a Cristo e agora expõe o início diabólico da convulsão mundial de hoje.

Os pais de Nasser se opunham à ideia de seu filho de 12 anos ir ao Paquistão para treinar e ser contrabandeado para o Afeganistão para lutar contra os russos, mas muitos de seus amigos mais velhos aderiram à jihad.

“Deus tinha outros planos para mim”, diz Nasser em um vídeo do Your Living Manna.

No verão de 1990, Nasser planejou fugir e se juntar à jihad, mas Saddam Hussein do Iraque invadiu o Kuwait. Na época, ele estava nos Estados Unidos com sua mãe visitando parentes e o caos mundial que se seguiu o impediu de deixar “a nação do mal” da América.

Nasser fazia o papel de ‘polícia religiosa’ com seus irmãos mais novos para garantir que eles ainda orassem e lessem o Alcorão. Ele não queria que eles sofressem influências satânicas na América. Ele também se preocupou consigo mesmo e olhava com desconfiança para os americanos ao seu redor.

“O que eu ia fazer? Eu estava cercado por infiéis. Ou você faz uma guerra contra eles ou tenta trazê-los para o Islã de outra forma”, contou ele. “Eu pensava que Alá me trouxe aqui para evangelizá-los.”

Pregando sobre o islã

O inglês de Nasser era muito bom e ele achava que sua apologética islâmica também não era ruim. Essas condições ajudaram seus planos de pregar sobre o Islã para os cristãos americanos.

“Comecei a falar para todo mundo sobre o Islã, meus colegas estudantes, meus professores, meus vizinhos, todos com quem tinha contato”, lembra Nasser. “Comecei a ver alguns frutos. Comecei a ver americanos normais abandonando suas crenças anteriores e se tornando muçulmanos. Alguns deles cresceram na igreja e renunciaram a Jesus. Achei que era fantástico.”

Ao aprender sobre a cultura americana, ele percebeu que os cristãos nascidos de novo eram diferentes do resto dos americanos (ele erroneamente presumia que todos fossem cristãos), e começou a mirar neles porque imaginou que seria fácil para eles mudarem, visto que já ‘viviam vidas limpas’.

Um desses cristãos amorosos e puros era uma mulher por quem Nasser se apaixonou. “Essa foi a minha ruína”, admite.

Só depois de se casar com Daisy ele começou tentar corrigir suas crenças sobre Jesus. Ela não deveria mais idolatrar Jesus, que não era nada mais do que apenas mais um dos profetas de Alá, dizia ele, que afirmava que Mohammad (Maomé) era o principal.

Firme em Jesus

A pressão que Nasser exerceu sobre a esposa aumentou com o tempo e causou grande tensão no casamento deles. Diante disso, Daisy foi aconselhada, por alguns amigos cristãos, a se divorciar por estar “em jugo desigual”.

Mas Daisy, pressionada a avaliar sua fé desde criança, acabou afirmando sua relação com Cristo. Incentivada por uma tia que havia sido missionária por décadas no Brasil, ela não só orou por seu marido, mas mobilizou milhares de cristãos em megaigrejas no norte do Texas para orar.

Respostas de oração

As orações começaram a surtir efeito. Exteriormente, seu marido parecia seguro em suas crenças, mas interiormente ele estava lutando. Ele sabia que seus pecados eram grandes demais e a montanha de boas obras e orações necessárias para compensá-los demais. Ele começou a ponderar novamente sobre o caminho mais fácil e seguro para o Paraíso - a jihad.

Finalmente, sua esposa aventurou-se a convidá-lo para ir à igreja, o que, por curiosidade, ele aceitou. Sua consciência de seu pecado era tão grande que ele concluiu: "Se eu vou para o Inferno, posso muito bem descobrir o que eles fazem na igreja".

“Achei que era a coisa mais satânica que já tinha visto”, diz ele. “Mas eu estava tão atraído por continuar voltando pelo amor que eu sentia lá”. Por fim, Nasser desabou e pediu a Deus a verdade.

“Imediatamente eu tive uma visão. Tudo antes de mim foi varrido e eu fui transportado para um morro rochoso, eu estava olhando para baixo para um homem que foi espancado tão brutalmente a ponto de ficar irreconhecível”, lembra-se. “Ele estava sendo pregado numa cruz. Eu sabia que era Jesus.”

"Eu vi a cruz sendo levantada e Ele estava pendurado ali, sangrando e lutando para respirar. Eu estava olhando nos olhos dele. Ele estava olhando para mim e através de mim. Ele via todo o meu lixo, as coisas escondidas em minha vida. Eu sentia uma onda de vergonha”, relata Nasser.

“Mas ele não estava olhando para mim com nojo, o que eu esperava que acontecesse. Ele estava olhando para mim com um amor imensurável. Enquanto Ele estava lutando por cada respiração na cruz, Ele estava lutando a cada respiração por mim", disse.

As trevas de toda a humanidade foram colocadas sobre Ele na cruz. “As trevas não O estavam vencendo. Ele as estava superando. Então Jesus disse: ‘Está consumado’”, relatou o homem sobre aquela visão.

Nasser ainda ouviu: “Eu fiz isso porque você e todas as pessoas que deveriam ser meus filhos foram tirados de Mim e se venderam a outros poderes. Para comprar você de volta, esse foi o custo. Esse foi o preço que paguei por você, Nasser.”

Vida para Jesus

A visão desapareceu. Nasser não tinha ouvido a pregação. Mas o pastor fez mais um convite para as pessoas que queriam aceitar Jesus.

“Descobri-me confessando Jesus Cristo como meu Senhor, como meu Deus, como meu Salvador”, lembra. “Assim que fiz aquela oração, imediatamente senti um fogo cair sobre mim. Eu me senti envolvida naquela presença incrível que era pura paz, amor e pertencimento. Foi a coisa mais incrível que eu já senti. Naquele dia, o homem que saiu daquela igreja não era o mesmo que entrou naquela igreja”.

No início, ele não queria contar à família sobre sua conversão porque sabia que isso causaria uma grande revolta. Demorou uma semana para contar à esposa.

Ao ouvir, Daisy ficou animada e contou para toda a igreja.

Nasser temia que sua família soubesse disso, então decidiu antecipar-se aos rumores.

“Foi uma coisa terrível. Comecei com a pessoa que achei mais fácil de contar, minha irmã mais nova”, disse ele.

Ele esperava rejeição dela. Em vez disso, ela aceitou Jesus também.

Em seguida, outro irmão recebeu a notícia da nova vida de Nasser. Sua mãe tinha a mente aberta, mas não aceitou Jesus e seu pai estava "tão magoado, tão chateado, tão zangado".

Nasser perdeu a maior parte de seus relacionamentos na Arábia Saudita.

Trabalhando para ganhar almas

Hoje o coração de Nasser pesa muito sob a dor das almas que ele puxou para o Islã antes de se tornar cristão. “Eu carrego muita dor comigo hoje porque eles renunciaram a Jesus”, diz ele.

Nasser atua na Equipe de Líderes Globais da Multiply, liderando o desenvolvimento de missões no Oriente Médio e Norte da África. Nessas regiões, os crentes estão compartilhando o Evangelho, discipulando novos crentes e desenvolvendo comunidades de fé em regiões onde o Evangelho é violentamente combatido e seguir a Jesus tem um grande custo pessoal.

Por causa do testemunho de Nasser sobre a salvação do Islã para Cristo, ele está equipado de forma única para treinar cristãos na América do Norte e além em um evangelismo eficaz para os muçulmanos, apresentando as Escrituras de uma visão de mundo hebraica/oriental.

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