Nordeste brasileiro é desafio missionário mundial

Nordeste brasileiro é desafio missionário mundial

Atualizado: Segunda-feira, 3 Novembro de 2008 as 12

Por Myrian Rosário

Os países mulçumanos são tradicionalmente lembrados quando o assunto são os povos não-alcançados. Nas igrejas e seminários, de norte a sul do Brasil, há centenas de jovens e adultos, cujo coração arde pelos perdidos, orando e se preparando para ir ao campo e levar a mensagem de esperança e salvação que há em Jesus Cristo. Porém, poucos se apercebem de que um dos maiores desafios missionários da atualidade está muito mais próximo do que imaginamos, dentro das nossas fronteiras, no Nordeste. "Existem 340 municípios nordestinos onde menos de 3% da população é evangelizada", alerta Sérgio Ribeiro, presidente da Missão Juvep. "Na zona rural, há mais de 10 mil povoados sem nenhum crente".

Segundo Ribeiro, dos 12 milhões de brasileiros que se concentram nessas regiões, apenas 0,2% reconhecem Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. "Esse número é superior ao número total de habitantes de alguns países da Europa. A população da Suíça é de sete milhões de pessoas e a de Portugal de 10 milhões", espanta-se. "Só as nações muçulmanas têm índices semelhantes a esses, por causa da perseguição".

O presidente da Juvep destaca que temos liberdade religiosa e recursos. "A igreja brasileira é rica tanto em recursos finaceiros quanto em recursos humanos e criatividade. Como essa igreja tão rica e tão competente permite que o sertão brasileiro se encontre nessa situação?", indaga.

Riberio diz que em São Paulo ecoa o clamor macedônico do sertão brasileiro. "Muitos nordestinos ajudaram a construir essa cidade, os prédios, as igrejas", lembra. "Se Jesus mudasse o calendário escatológico e decidisse levar primeiro os nordestinos e descendentes de nordestinos, muitas igrejas ficariam vazias e muitos púlpitos sem pregador. A igreja brasileira tem uma dívida com o Nordeste".

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