Novos confrontos religiosos deixam 13 mortos

Novos confrontos religiosos deixam 13 mortos

Atualizado: Quinta-feira, 18 Março de 2010 as 12

Pastores muçulmanos da etnia fulani mataram 13 habitantes de um vilarejo cristão em uma zona do centro da Nigéria que já foi cenário este mês de confrontos violentos, informou o secretário de Informação do estado de Plateau, Gregory Yenlong.

''Posso confirmar que 13 pessoas morreram e seis ficaram gravemente feridas'', disse o secretário. ''Os cadáveres estão carbonizados parcialmente'', continuou. O secretário afirmou ainda que pelo menos seis casas foram incendiadas.

No início do mês, o país foi abalado por uma onda de violência: pelo menos 500 pessoas foram assassinadas por camponeses muçulmanos fulani em três aldeias dos arredores da cidade de Jos.

Segundo testemunhas, os camponeses, que estavam armados com revólveres, fuzis, metralhadoras e facões, atacaram os moradores dos povoados de Dogo Nahawa, Zot e Ratsat, que são majoritariamente cristãos.

Não bastasse a violência, o país vive também uma crise política. Na semana passada, milhares de nigerianos marcharam até os portões do palácio presidencial para exigir o fim da presidência do líder doente, Umaru Yar'Adua, para que o presidente em exercício Goodluck Jonathan possa assumir o cargo oficialmente.

O líder de 58 anos não é visto em público desde que foi à Arábia Saudita para tratamento médico no final de novembro. Ele retornou à Nigéria há três semanas, mas permanece muito fraco para governar. Fontes da presidência disseram que ele ainda segue em tratamento intensivo.

A disputa de poder no país de 140 milhões de habitantes e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo poderia paralisar o governo, ameaçar um programa de anistia na região petrolífera no delta do rio Niger, e forçar reformas em diversos setores, como o bancário e o de petróleo e gás natural.

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