O evangelho entre as tribos indígenas

O evangelho entre as tribos indígenas

Atualizado: Segunda-feira, 8 Maio de 2006 as 12

Missionária relata experiência de um cacique que aos 86 anos  comprende e aceita a mensagem do evangelho.

Ela tinha 16 anos quando foi chamada pelo Senhor Jesus para sua Grande Obra. Seu maior sonho era ser famosa e bem sucedida como jogadora de vôlei. Hoje, com 36 anos, Nely Salles, há 18 anos como missionária nos contou um pouco de sua experiência com os povos indígenas. Atua com as etnias kaiuás e guaranis.  Seu chamado missionário aconteceu muito cedo, aos 16 anos de idade, em um Congresso de Jovens mas, como todo obreiro que deseja atuar no campo missionário, durante um tempo esteve se preparando aguardando a chegada do momento certo para cumprir o Ide de Jesus.

Já passou em diversos cantos do mundo pregando às boas novas do Senhor mas, sua maior experiência no campo missionário de fato se deu entre os povos indígenas, onde pode testemunhar muitas maravilhas feitas pelo Senhor.

As primeiras tribos as quais ela trabalhou foram os índios guaranis e a tribo águas brancas. Uma de suas  experiências marcantes foi quando o cacique de uma tribo em que ela trabalhava pediu à palavra e disse "Só agora com meus 86 anos eu sei quem é Deus".  Em meio a uma conversa com os índios, a missionária perguntou qual deus eles serviam e responderam: o sol, a lua e a chuva.  "Foi uma experiência espetacular. Falamos que viemos do Brasil, da cidade do Rio de Janeiro para falar de um Deus que é maior do que o Sol, a Lua e a Chuva pois foi o criador destes elementos e esse Deus ama vocês."

Guia-me? Onde está atuando atualmente?

Nely Salles: Atualmente, estou me preparando para  realizar meu Projeto na África. Estou em Macaé, no Rio de Janeiro, divulgando o meu trabalho missionário, cuidando um pouco de minha saúde e me preparando para o Projeto "África para Cristo". Viajo sempre que posso para visitar as tribos e para o Paraguai com o objetivo de dar um apoio no trabalho que realizamos entre os povos indígenas destas regiões.

Guia-me ? Na sua opinião, qual a maior dificuldade no campo missionário?

Nely Salles: A maior dificuldade dos missionários é financeira. Por exemplo: se tivesse recursos estaria na África.

Guia-me: Quais as dificuldades enfrentadas no começo de seu Ministério como obreira de Missões?

Nely Salles: Lidar com a distância dos familiares no começo foi difícil. Sentia muita falta. Agora, acostumei. É claro que quando visitamos os familiares e depois nos despedimos é muito difícil pois não sabemos se os veremos novamente. Foi o que aconteceu com minha tia-avó. Depois de uma temporada com a família, ao abraçar a minha avó senti que seria o último abraço. Um ano depois, ela foi para a Glória.

Guia-me: Como foi lidar com a questão dos idiomas?

Nely Salles: A questão da língua foi difícil pois queríamos falar com eles e não sabíamos mas, com o tempo fomos aprendendo um pouco. Não falamos muito só o necessário pois sempre tinha um irmão paraguaio que nos traduzia. Falávamos em  espanhol e ele traduzia em guarani e na tribo kaiuá falamos português e cantávamos em kaiuá.

Guia-me: Nos conte um pouco sobre as tribos indígenas nas quais atuou.

Nely Salles: Os índios das etnias kaiuá e guaranis são um povo que tem seus costumes diferentes mas, quando cativamos sua amizade são amigos mesmos. Os  kaiuás falam o kaiuá e português. O cacique  tem  mais de uma esposa. Eles são muito feiticeiros mais tem o coração aberto para o evangelho. Os guaranis falam somente guaranis. São mais difíceis de se lidar. Moram em lugares de difícil acesso. Uma das tribos que trabalhamos depois de pregarmos muito tempo o cacique pediu a palavra e disse: "Só agora com 86 anos eu sei  quem é Deus! Foi uma benção. "

Se você deseja saber mais sobre a atuação da missionária entre as tribos indígenas, envie um e-mail para [email protected]

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