O que uma astróloga tem a nos ensinar?

O que uma astróloga tem a nos ensinar?

Fonte: Atualizado: terça-feira, 1 de abril de 2014 às 03:49

O que uma astróloga tem a nos ensinar?

Apesar de ter quase 23 anos de Jornalismo, nunca escrevi sobre cinema. Nem roteiro, nem crítica, nem sinopse, nada. Mas me atrevo aqui a comentar um filme que me impactou como mãe, mulher e serva de Deus.

Como a maioria das mulheres de classe média que vivem em cidade grande também freqüento lojas de departamento em shopping center. E foi no caixa de uma dessas lojas que ganhei um convite para assistir ao filme "O Signo da Cidade". Já havia lido sobre ele, mas não estava muito empolgada para conferir. Primeiro porque a personagem principal é uma astróloga e, como ex-astróloga, pensava que esse universo não tinha nada a acrescentar à minha vida. Segundo porque nunca fui muito fã da Bruna Lombardi que, além de produzir, é a protagonista da trama. Filme nacional sobre esoterismo e com uma atriz que não está na minha lista de favoritas, só mesmo um ingresso grátis me animou a sair de casa para assitir.

Provando, mais uma vez, que os pré-julgamentos são quase sempre equivocados, fui surpreendida por uma verdadeira lição de missões urbanas e recomendo "O Signo da Cidade" para todos os que querem aperfeiçoar seu ministério.

O enredo gira em torno de uma astróloga que tem um programa noturno numa rádio e que dá consultas espirituais por telefone. Ao contrário de muitos líderes evangélicos - e ai não vai crítica, apenas constatação -  a tal astróloga se envolve com a vida e os problemas das pessoas que tentam encontrar nela e nos astros uma solução. A personagem abre as portas de sua casa para um jovem viciado em drogas, cuida de uma adolescente problemática após um aborto e consegue superar a raiva e os traumas, perdoando o pai no leito de morte. No filme, há o enfermeiro que salva a vida da filha de um bandido, um homossexual não assumido e um travesti cheio de sonhos. Todos esbanjando altas doses de amor ao próximo.

Apesar das cenas fortes e do contexto de sexo livre, perversão, crime e adultério, sai do cinema pensando como o mundo poderia estar melhor se nós, cristãos, priorizássemos o ide de Jesus, o amar ao próximo como a nós mesmos, o chorar com os que choram e rir com os que riem.

A astróloga do filme carecia ela mesma de aconselhamento e salvação. Mas, mesmo necessitando de tanto, ela ainda tinha para dar com o coração aberto e bem disposto que só os que recebem uma missão especial costumam ter.

Se a personagem da história fosse uma pastora. Se o programa existisse de verdade. Se ao sair dos gabinetes e estúdios homens e mulheres de Deus encontrassem tempo para ir até os necessitados. Se a personagem principal tivesse a palavra de salvação e esperança que há em Jesus, a mãe desesperada não teria morrido, a adolescente não teria abortado, a esposa viciada não teria perdido o marido, o travesti não teria sido espancado e o enfermeiro bom samaritano não teria sido morto pelo bandido que lhe devia gratidão.

Um verdadeiro cenário de terror, com roubo, morte e destruição se descortina todos os dias nas ruas das grandes cidades. Precisamos de homens e mulheres que tenham coragem de fazer na vida real a missão autruísta que Bruna Lombardi levou às telas.

Myrian Rosário é jornalista e pastora, Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Juntamente com seu esposo, Pr. Luciano Avelino, atua no ministério de aconselhamento de casais, noivos, jovens e adolescentes.  Contato: [email protected]

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