ONG afirma que participação na 'Hora do Planeta' é fundamental

ONG afirma que participação na 'Hora do Planeta' é fundamental

Atualizado: Sexta-feira, 25 Março de 2011 as 9:45

De acordo com Cláudio Maretti, a Hora do Planeta também atentará para um fator importante na luta contra a degradação do mundo.

“É preciso de uma liderança governamental nessa empreitada, assim como precisamos do apoio de empresas e, também, de movimentos sociais”, comenta o vice-presidente, completando que é fundamental a participação de todo mundo na causa.

Quando perguntando se ainda vê como possibilidade a salvação do mundo, Maretti prontamente responde: “Com certeza! Claro, nunca se consegue salvar 100%, mas muito da vida terrestre tem uma qualidade incrível de regeneração. É então que a mudança entra em um processo mais ágil”, explica.

O articulador também aborda a questão das energias sustentáveis como uma das soluções para este problema, cada vez mais alarmante.

“A Hora do Planeta é uma oposição ao modelo convencional de energia, algo que não é agradável. Estamos em uma busca constante para uma forma de energia mais limpa, que melhorará a qualidade de vida em todo lugar”, comenta. E é justamente isso que o movimento propõe, segundo ele.

“Não adianta ficar jogando a culpa de um lado para o outro. É  preciso assumir responsabilidade e agir”, acredita Maretti, que inclui uma pressão nos governos como uma das maneiras de tornar este ato mais evidente.

“Precisamos de alternativas, e quem pode trazer estas opções são justamente os governantes. É uma questão de inovação que acabará trazendo benefícios diretos para o planeta e para a população, também”, declara.

O movimento, conhecido mundialmente como “Earth Hour”, aconteceu pela primeira vez em 2007, com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. No ano seguinte, o movimento reuniu 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países.

Simultaneamente, apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

Em 2009, o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no País. A primeira edição brasileira do protesto pacífico superou todas as expectativas previstas pela ONG, com a participação de 113 cidades, sendo 13 capitais. Já neste ano, são cerca de 3,8 mil cidades, em 131 países, sendo que 13 novas nações estão aderindo a partir de 2011.

No Brasil, 96 cidades, sendo 17 capitais, se juntarão ao resto no mundo durante uma hora de escuro. Todos os continentes e também os países que compõem o G-20 estão representados no movimento.

Estima-se que cartões-postais mundiais, como a Ponte Golden Gate, a Torre Eiffel e o Cristo Redentor também apaguem suas luzes durante uma hora, como já aconteceu nos anos anteriores.

Sarau literário

Aproveitando a citação do “movimento social”, quem entra nesta batalha são os produtores culturais do Coletivo Difusão. O grupo realizará um sarau literário, com recital de poesias, leitura de contos, dramatizações e intervenções musicais - tudo à luz de velas.

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