Pastor preso no Irã permanece doente e precisa de cirurgia

Pastor preso no Irã permanece doente e precisa de cirurgia

Atualizado: Segunda-feira, 27 Janeiro de 2014 as 8:03

Pastor preso no Irã permanece doente e precisa de cirurgiaPreso no Irã desde julho de 2012, Saeed Abedini foi transferido internamente, porém seu estado de saúde tem se agravado. O pastor norte-americano foi transferido da ala de assassinos para a enfermaria da prisão, porém a sua situação inspira uma intervenção cirúrgica.
 
Segundo o Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ - "American Center for Law and Justice") - atualmente representando a esposa de Abedini neste caso (Naghmeh) e seus filhos - revelou na última quarta-feira, tal transferência é um progresso, mas é apenas um dos passos a serem dados nesta caminhada.
 
"Não se enganem . Pastor Saeed ainda está na prisão mais mortal no Irã e enfrenta a deterioração de suas condições de saúde. Este é o primeiro passo positivo, ainda que ligeir, desde a sua transferência da Prisão de Evin em novembro passado para este local", explicou.
 
Apesar da cidadania americana, Abedini é descendente de iranianos e esta foi a primeira vez (em seis semanas) que seus parentes puderam visita-lo na prisão. Apesar da "melhora" no tratamento que vai receber a partir de agora na prisão, sua família disse que Saeed ainda enfrenta diversos problemas médicos, que se agravam cada vez mais.
 
"Desde que foi deslocado no interior da prisão, o pastor Saeed foi autorizado a ver um médico da prisão, o qual demonstrou preocupação com seus ferimentos internos. O profissional recomendou que Abedini passasse por uma cirurgia e forneceu-lhe medicação para aliviar sua dor", descreveu o ACLJ.
 
Apesar do diagnóstico expedido pelo médico, ainda não há nenhuma palavra das autoridades iranianas sobre uma possível autorização para a tal cirurgia.
 
Contextualização
Saeed Abedini foi preso em julho de 2012, sob a acusação de ter posto em perigo a segurança nacional e, posteriormente foi condenado a oito anos de prisão - apesar do ACLJ e Naghmeh terem argumentado contra a ação, afirmando que a prisão teria motivações religiosas.
 
Ao comentar a atual situação de seu marido, Naghmeh contou o misto de sensações que tem se passado em seu coração ultimamente.
 
"Há um vislumbre de conforto em saber que meu marido foi transferido de ala dos assassinos, mas meu coração dói ao saber a dor que ele sente continuamente e que seus ferimentos necessitam de cirurgia. Como família, é difícil estar tão distante e incapaz de confortá-lo em sua dor", confessou.
 
O ACLJ continua a defender Saeed e está propondo que pessoas de todo o mundo a assinem uma petição que irá incentivar o governo dos EUA a impor sanções duras contra o Irã, até que as autoridades liberem o pastor. 
 
Segundo a organização, mais de 66 mil pessoas já assinaramo documento e mais de 202 mil escreveram cartas para o atual presidente iraniano, Hassan Rouhani, pedindo pela libertação do pastor.
 
*Tradução por João Neto
 
Com informações do Christian Post

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