Pastores americanos ignoram embargo a Cuba e enviam ajuda humanitária

Pastores americanos ignoram embargo a Cuba e enviam ajuda humanitária

Atualizado: Quarta-feira, 29 Julho de 2009 as 12

Desafiando as leis estadunidenses que proíbem qualquer ajuda humanitária à Cuba e furando o bloqueio econômico pela vigésima quarta vez, a Caravana de Pastores pela paz, liderada pelo reverendo Lucius Walker, chegou à Ilha com 100 toneladas de materiais de construção, cirúrgico, computadores e de auxílio a pessoas portadoras de deficiência e anciãos.

A Caravana percorreu 140 cidades norte-americanas e canadenses, e reuniu 130 pessoas dos dois países, além de mexicanos, ingleses e alemães, antes de aportar em Cuba. O material de construção será distribuído entre famílias que tiveram suas casas danificadas pelos três furacões que castigaram a Ilha em 2008.

Porta-voz de mensagem de solidariedade, o reverendo Walker disse que o trabalho desse grupo fortalece os laços de amizade e de intercâmbios culturais e familiares entre as duas nações.

A presidente do Comitê de Distribuição de Pastores pela Paz em Cuba, Estela Hernández, afirmou que a chegada da Caravana é um símbolo de esperança para as relações entre os Estados Unidos e a Ilha e uma mensagem de firmeza e luta diante das políticas hegemônicas.

Os integrantes da Caravana cumpriram extenso plano de atividades em três províncias do país, tanto no âmbito religioso, como cultural e recreativo.

Pastores pela Paz reivindicou junto ao presidente Barak Obama que os Estados Unidos reconsiderem a política de bloqueio sustentada de maneira arbitrária por sucessivos governos norte-americanos.

Walker assinalou que a maioria do povo dos Estados Unidos é contrária ao bloqueio econômico imposto a Cuba. O diretor da Fundação Inter-Religiosa para a Organização Comunitária também pediu ao governo norte-americano que devolva o território onde está instalada a Base Naval de Guantánamo à Cuba e que Washington liberte os cinco cubanos presos sob a acusação de espionagem em cadeias estadunidenses.

Postado por: Felipe Pinheiro

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