Pastores são agredidos por extremistas após vigília de oração em Uganda

Os pastores foram espancados por extremistas no leste de Uganda após serem acusados de blasfêmia e tentativa de conversão forçada.

Fonte: Guiame, com informações de Morning Star NewsAtualizado: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 às 15:00
Um dos pastores agredidos pelos muçulmanos. (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Um dos pastores agredidos pelos muçulmanos. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Dois pastores ficaram mais de uma semana internados após serem espancados por um grupo de extremistas muçulmanos no leste de Uganda.

Os pastores John Michael Okoel e Abraham Omoding, da Igreja Nova Vida, no distrito de Pallisa, foram atacados quando retornavam de uma vigília de oração no dia 30 de janeiro. 

Na ocasião, eles foram surpreendidos por cinco homens mascarados vestindo roupas islâmicas no pântano de Osupa, às margens da rodovia Pallisa-Mbale.

De acordo com Okoel, os agressores também estavam armados com paus e facas. Eles acusaram os pastores de blasfêmia e de tentar converter muçulmanos, além de ameaçá-los de morte.

“Eles começaram a nos acusar de mentir sobre Alá, de pregar que Alá tem um Filho e de converter seus irmãos e irmãs”, disse o pastor Okoel ao Morning Star News. 

E continuou: “Antes que eu pudesse responder, um deles, Ali Kitaali, me deu um tapa, me cortou perto da boca e me atingiu no joelho e na mão. Então, desmaiei”.

“Em seguida, atacaram meu pastor auxiliar, fraturando seu braço, arrancando dois dentes e o espancando violentamente nas costas”, acrescentou.

Líderes pedem justiça

O ataque só terminou quando um veículo se aproximou da estrada e piscou os faróis, fazendo com que os suspeitos fugissem. Os passageiros prestaram socorro aos pastores e os levaram a um hospital, onde receberam os primeiros socorros.

Mais tarde, familiares e membros da igreja transferiram os pastores para o Hospital Regional de Referência de Mbale, onde permaneceram internados até receberem alta no último domingo (8).

Ambos seguem em recuperação em casa e informaram que pretendem denunciar o ataque à polícia assim que estiverem em boas condições.

Líderes religiosos e moradores da região manifestaram preocupação com o ocorrido. Um pastor local, que preferiu não se identificar, descreveu o ataque como “profundamente perturbador” e pediu investigação das autoridades.

“Nenhum líder religioso deveria temer por sua vida por causa de sua fé”, disse ele.

Segundo moradores, o ataque aumentou o medo e a ansiedade na comunidade, principalmente entre os líderes cristãos.

“Esse ataque deixou a comunidade em choque. Se a violência continuar, pode comprometer a convivência pacífica”, relatou um morador.

O caso mostra o aumento das tensões religiosas em partes do leste de Uganda. O Morning Star News informou que, até o momento, não houve comunicado oficial da polícia nem registro de prisões relacionadas ao ataque.

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