Pessoas ordinárias

Pessoas ordinárias

Atualizado: Quinta-feira, 4 Fevereiro de 2010 as 12

Assisti a um vídeo indicado por meu filho. Realmente é uma mensagem bonita. Assista:

Ele sugere que há uma decisão fundamental a ser tomada em nossa vida: ficar com as mãos cheias de cacos de conchas mortas ou pegar a linda estrela-do-mar, grande e viva?

É natural nos sentirmos pequenos e inseguros diante da sugestão de que temos que deixar os nossos pequenos alvos e buscar o "alvo dos alvos". Diante disso eu me lembro de uma lição que aprendi: o importante não é para onde se vai, mas como se vai.

Com exceção de poucos entre nós, não temos que fazer as malas e ir para Jerusalém, como fez Jesus. Não somos uns destes poucos santos que passaram por este mundo e que viveram de modo tão diferente e acima do ordinário. Não temos este "algo" para o qual dizer um sim acima das demais opções. Somos pessoas ordinárias e carregamos o peso das pequenas tarefas, que não se compara com o peso suportado pelo gigante Atlas com o mundo sobre suas costas, nem com o de Jesus ou de outros santos.

A decisão fundamental é aquela que tornará a nossa vida rica de significado junto ao Reino de Deus. Porém, continuaremos sendo ordinários e nos esforçaremos para que a nossa vida seja rica de significado não com um único e grande propósito, mas conciliando vários deles, de curto e de longo prazo. Se queremos encontrar significado, é bom lembrarmos que, a um só tempo, somos o bom perfume de Cristo para os que estão à nossa volta, somos como as estrelas do céu para aqueles que perdem o rumo, somos embaixadores enviados pelo Rei a um reino distante, somos peregrinos que vagueiam distantes de sua terra a caminho da morada final, somos os que hoje pisam o solo alheio com olhares de futuros proprietários.

Estas, e muitas outras lembranças, nos convidam à decisão fundamental, que falta a muitos que ainda vivem aos tropeções.

Por Délio Porto Fassoni

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