Plano P.E.A.C.E. traz respostas para os maiores problemas do mundo

Plano P.E.A.C.E. traz respostas para os maiores problemas do mundo

Atualizado: Quarta-feira, 8 Outubro de 2008 as 12

Por Adriana Amorim

Combater os principais gigantes globais, esse é o objetivo do plano P.E.A.C.E, uma coalizão internacional formada por igrejas de mais de 200 países. O projeto nasceu na "Saddleback Church", no sul da Califórnia. A igreja é liderada pelo pastor Rick Warren, que definiu as cinco maiores necessidades do mundo: vazio espiritual, liderança egocêntrica, doenças, pobreza e educação deficitária. P.E.A.C.E. significa então as cinco respostas para essas dificuldades: p romover a reconciliação, e quipar líderes-servos, a ssistir aos doentes, c uidar dos pobres e e ducar a próxima geração.

Gilberto Wegermann, líder da Agência Missionária "Linha de Frente", que compartilha dos princípios do plano P.E.A.C.E. no Brasil, afirma que é fundamental que a igreja combata as necessidades mundiais e resgate pessoas para o Evangelho de Cristo: "Jesus gastou um terço do ministério dele curando, um terço entre os pobres, então isso eram coisas importantes para Jesus e são importantes para nós porque queremos ser como Jesus, o que nós queremos são as almas salvas dessas pessoas". Ele conta que Rick Warren definiu os principais problemas do mundo em uma viagem à África: "Ele é uma pessoa muito bem informada. Estando lá, Deus falou com ele a respeito disso. Ele começou a pensar o que o mundo mais precisa. A ONU concorda que essas são as cinco necessidades globais e todas as pessoas que avaliam o mundo do ponto de vista sócio-ecnômico e cultural, concordam que estas são as cinco questões mais graves da humanidade".

O líder explica que alguns problemas independem de classe social: "A gente vê no Haiti , por exemplo, uma situação miserável e a religião oficial deles é o vodu, são pessoas com vazio espititual. No Brasil a gente vê pessoas buscando respostas no esoterismo, em toda a forma de misticismo, buscando sentido para a vida, isso é vazio espititual. O que fazemos é mais do que ação social, porque o milionário tem vazio espiritual, o pobre também tem vazio espiritual, então isso não depende de classe social".

Para agir de forma mais eficaz, o P.E.A.C.E. criou um sistema on-line, uma rede de relacionamentos que é acessada por missionários em regiões carentes do mundo e por pesssoas que se interessam em colaborar com o projeto. Gilberto Wegermann aponta que é necessário um envolvimento maior da igreja nas questões globais: "Um terço da população mundial vive com fome e há também as grandes epidemias. Alguns países da África, por exemplo, têm 60% da população com AIDS, com o vírus HIV; e ainda o déficit educacional, nós temos um grande déficit educacional no mundo. A igreja não tem mais participado dos grandes temas do mundo. A igreja tem fugido das questões polêmicas. É fácil dizer que a AIDS é coisa de homossexual, mas não é verdade. A AIDS é um problema social da humanidade e que floresce mais no meio da pobreza e da desinformação, mas chega em todos os lugares do mundo".

Participam do projeto no mundo várias denominações evangélicas e não-evangélicas. Gilberto explica que o apoio não influencia na evangelização: "Quando nós nos unimos para combater as doenças e nós temos uma igreja não evangélica dando orientações de primeiros-socorros, orientação de higiene ou orientação de saúde, eles estão nos ajudando a resolver os problemas da sociedade. Nós como cristãos estamos testemunhando para eles, eles são nossos parceiros. O que tem acontecido ao redor do mundo é que nós temos ganhado pessoas dentro dessas igrejas não verdadeiramente cristãs. Nós trabalhamos com cristãos e cristãos nominais. Não fazemos  parcerias, por exemplo, com os muçulmanos, porque eles nem querem. Essa pessoa vai sendo envolvida, aproximada e daqui a pouco a gente traz ela para Jesus também".

Uma atitude primordial para a evangelização dos povos apoiados pelo P.E.A.C.E. é a implantação de igrejas nos campos missionários, o que representa a letra "P" da sigla: "P romover a reconciliação para nós evangélicos é promover a reconciliação com Deus, então nós plantamos igrejas. Quando nós falamos para não-cristãos nós dizemos promover a reconciliação. Eles vão pensar na reconciliação entre os povos e nós vamos acrescentar a reconciliação do homem com Deus. Precisa plantar igrejas, porque quando os missionários saem do campo, aquilo lá vira coisa do governo, às vezes de um governo radical, totalitário e não-cristão".

O P.E.A.C.E. também estabelece parcerias com governos e iniciativa privada. Gilberto conta que em reunião do  Fórum Econômico Mundial, em Davos, o pastor Rick Warren usou um bom argumento para colocar a igreja em aliança no combate aos problemas mundiais: "O pastor Rick disse em Davos, para aquelas lideranças globais ricas, que eles nunca resolveriam o problema do mundo sem a igreja. O argumento dele foi o grande número de voluntários. Para a igreja, ele fala que nós temos o Evangelho que é a solução para o mundo. Então a igreja entra não só com soluções para os problemas sociais, mas também com a cura para a alma. Na África eu encontrei missões com mais de 15 anos trabalhando nos países, fazendo assistência social, cuidando de enfermos, fazendo escolas, mas que nunca ganharam os muçulmanos para Jesus. Porque só fazer ação social não resolve o problema do mundo".

veja também