Polícia impede culto em igreja após ataques

Polícia impede culto em igreja após ataques

Atualizado: Terça-feira, 28 Setembro de 2010 as 4:58

Na sequência de ataques contra líderes em 12 de setembro, a Igreja Protestante Batak Huria (Huria Kristen Batak Protestan ou HKBP) da Java Ocidental enfrentou agentes de segurança que os impediram de chegarem ao local de culto no domingo (19 de setembro). As autoridades tentavam persuadir a igreja a se reunirem em outro local.

Centenas de oficiais de segurança isolaram a rua da igreja em Ciketing, perto de Bekasi, parte da região metropolitana de Jacarta, uma semana depois de militantes islâmicos Agredirem o ancião Hasian Sihombing e o pastor Luspida Simanjuntak da HKBP.

Em Timur Pondok, bairro onde a igreja se reunia aos domingos, a três quilômetros de Ciketing, um policial anunciou pelo auto-falante da viatura que o governo Bekasi pediu que eles se reunissem no antigo escritório de uma organização da comunidade.

Quando a agência de notícias Compass Direct chegou ao local, havia 1.500 policiais da ordem pública em prontidão, formando fileiras a 500 metros da igreja bloqueando a passagem.

No alto-falante foi lido um decreto do prefeito de Bekasi, H. Mochtar Muhammad, afirmando que os problemas de segurança locais foram causados pelo culto da HKBP em Ciketing - onde os muçulmanos fizeram protestos, apesar do decreto do prefeito de que a congregação teria o direito de culto lá - e que, para se proteger contra novos incidentes, a igreja não deveria mais manter os cultos ali.

"De agora em diante, a HKBP realizará seus cultos no escritório da Organização e Construção dos Partidos Políticos (OPP) [no auditório ao redor de vários prédios ocupados por diferentes partidos políticos] na rua Charil Anwar, em Bekasi", disse ele.

O novo decreto ditado pelo prefeito sobre onde a igreja deveria se reunir foi resultado de uma reunião em 15 de setembro entre o governador de Java Ocidental, o comandante da zona militar de Jacarta, a polícia local, o secretário geral e diretor geral do Ministério do Interior, e do Departamento de Religião.

No anúncio a congregação um funcionário dizia: "Convidamos os membros da HKBP para subir a bordo dos sete ônibus que preparamos para levá-los ao escritório no prédio da OPP". O prédio usado pela congregação tinha sido selado em junho.

A HKBP ignorou o convite de Jufri Muhammad, chefe do departamento municipal de Bekasi para congregar em outro lugar.

Em Ciketing, no domingo de 19 de setembro, a discussão entre membros da igreja para mudarem de local durou mais de 30 minutos, e a congregação não deu resposta ao governo. Foram concedidos 10 minutos para orarem em seu antigo prédio, em Timur Pondok, e o tempo adicional para a discussão da congregação foi conduzido pelo secretário geral nacional do HKBP, o reverendo Ramlan Hutahayan, sobre a aceitação de mudança de local.

No dia 20 de setembro, na coletiva de imprensa, Hutahayan disse: "Esperamos que todo cidadão tenha o direito de construir locais de culto para louvar e glorificar a Deus em conjunto", afirmando que a liberdade religiosa é fundamental.

Os funcionários de Bekasi ofereceram o edifício antigo da OPP como um local temporário para o culto, além de duas localizações alternativas em terra zoneada para fins gerais e/ou sociais: uma propriedade da Timah PT e outra pertencente à Fundação Strada. Até agora, a congregação não aprovou nenhuma dessas alternativas, porque estão longe de suas casas.

Na coletiva de imprensa com outros líderes cristãos, o representante do Jakarta Christian Communication General Forum, Teophilus Bela, repetiu uma declaração do chefe da polícia provincial de Jacarta, a respeito do ataque de 12 de setembro aos líderes da igreja, como sendo "um ato puramente criminoso" e precipitado.

"Depois de prisões e investigações ficou claro que este não é um simples ato criminoso, mas um cenário organizado com a Islamic Defenders Front (Frente de Defesa islâmica) como comando de campo", disse Bela.

Ele e outros líderes cristãos criticaram membros do governo por fecharem igrejas e revogarem a autorização de construção de locais já aprovados.

"Eles [o governo] foram passivos diante da anarquia e atos terroristas feitos em nome da religião por parte de grupos islâmicoscomo a Frente de Defesa Islâmica, o fórum Betawi-Rempug, o Fórum de Congregação Islâmico, o Congress of the Indonesian Muslim Community e assim por diante ", disse ele.

Tradução: Carla Priscilla Silva

Na sequência de ataques contra líderes em 12 de setembro, a Igreja Protestante Batak Huria (Huria Kristen Batak Protestan ou HKBP) da Java Ocidental enfrentou agentes de segurança que os impediram de chegarem ao local de culto no domingo (19 de setembro). As autoridades tentavam persuadir a igreja a se reunirem em outro local.

Centenas de oficiais de segurança isolaram a rua da igreja em Ciketing, perto de Bekasi, parte da região metropolitana de Jacarta, uma semana depois de militantes islâmicos Agredirem o ancião Hasian Sihombing e o pastor Luspida Simanjuntak da HKBP.

Em Timur Pondok, bairro onde a igreja se reunia aos domingos, a três quilômetros de Ciketing, um policial anunciou pelo auto-falante da viatura que o governo Bekasi pediu que eles se reunissem no antigo escritório de uma organização da comunidade.

Quando a agência de notícias Compass Direct chegou ao local, havia 1.500 policiais da ordem pública em prontidão, formando fileiras a 500 metros da igreja bloqueando a passagem.

No alto-falante foi lido um decreto do prefeito de Bekasi, H. Mochtar Muhammad, afirmando que os problemas de segurança locais foram causados pelo culto da HKBP em Ciketing - onde os muçulmanos fizeram protestos, apesar do decreto do prefeito de que a congregação teria o direito de culto lá - e que, para se proteger contra novos incidentes, a igreja não deveria mais manter os cultos ali.

"De agora em diante, a HKBP realizará seus cultos no escritório da Organização e Construção dos Partidos Políticos (OPP) [no auditório ao redor de vários prédios ocupados por diferentes partidos políticos] na rua Charil Anwar, em Bekasi", disse ele.

O novo decreto ditado pelo prefeito sobre onde a igreja deveria se reunir foi resultado de uma reunião em 15 de setembro entre o governador de Java Ocidental, o comandante da zona militar de Jacarta, a polícia local, o secretário geral e diretor geral do Ministério do Interior, e do Departamento de Religião.

No anúncio a congregação um funcionário dizia: "Convidamos os membros da HKBP para subir a bordo dos sete ônibus que preparamos para levá-los ao escritório no prédio da OPP". O prédio usado pela congregação tinha sido selado em junho.

A HKBP ignorou o convite de Jufri Muhammad, chefe do departamento municipal de Bekasi para congregar em outro lugar.

Em Ciketing, no domingo de 19 de setembro, a discussão entre membros da igreja para mudarem de local durou mais de 30 minutos, e a congregação não deu resposta ao governo. Foram concedidos 10 minutos para orarem em seu antigo prédio, em Timur Pondok, e o tempo adicional para a discussão da congregação foi conduzido pelo secretário geral nacional do HKBP, o reverendo Ramlan Hutahayan, sobre a aceitação de mudança de local.

No dia 20 de setembro, na coletiva de imprensa, Hutahayan disse: "Esperamos que todo cidadão tenha o direito de construir locais de culto para louvar e glorificar a Deus em conjunto", afirmando que a liberdade religiosa é fundamental.

Os funcionários de Bekasi ofereceram o edifício antigo da OPP como um local temporário para o culto, além de duas localizações alternativas em terra zoneada para fins gerais e/ou sociais: uma propriedade da Timah PT e outra pertencente à Fundação Strada. Até agora, a congregação não aprovou nenhuma dessas alternativas, porque estão longe de suas casas.

Na coletiva de imprensa com outros líderes cristãos, o representante do Jakarta Christian Communication General Forum, Teophilus Bela, repetiu uma declaração do chefe da polícia provincial de Jacarta, a respeito do ataque de 12 de setembro aos líderes da igreja, como sendo "um ato puramente criminoso" e precipitado.

"Depois de prisões e investigações ficou claro que este não é um simples ato criminoso, mas um cenário organizado com a Islamic Defenders Front (Frente de Defesa islâmica) como comando de campo", disse Bela.

Ele e outros líderes cristãos criticaram membros do governo por fecharem igrejas e revogarem a autorização de construção de locais já aprovados.

"Eles [o governo] foram passivos diante da anarquia e atos terroristas feitos em nome da religião por parte de grupos islâmicoscomo a Frente de Defesa Islâmica, o fórum Betawi-Rempug, o Fórum de Congregação Islâmico, o Congress of the Indonesian Muslim Community e assim por diante ", disse ele.

Tradução: Carla Priscilla Silva

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