Pressionado por evangélicos, Embaixador afirma que que não houve condenação ao pastor e nem perseguição religiosa

Embaixada do Irã diz que crime de Pr. Youssef foi por roubo

Atualizado: Quarta-feira, 7 Março de 2012 as 7:32

Parlamentares evangélicos estão aguardando a promessa feita pelo Embaixador no Irã no Brasil de emitir uma nota oficial que acalmará as comunidades cristãs no mundo todo que aguardam notícias sobre a condenação de morte imposta a Youssef.

O novo embaixador do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ghanezadeh Ezabadi, afirmou que não há perseguição religiosa em seu País e disse que o crime do pastor teria sido de roubo. Segundo ele, o preso está em contato constante com a família e recebe o mesmo tratamento que outros presos no País. “Avançamos muito nos Direito Humanos no Irã, por isso mesmo ficamos surpresos ao ver as notícias divulgadas sobre este caso”, afirmou Ezabadi.

Em encontro na embaixada do Irã nesta terça-feira (06/03) - que reuniu o presidente da Frente  da Família, senador Magno Malta, o senador Sérgio Petecão e cerca de quinze senadores e deputados cristãos - os parlamentares conseguiram a promessa do embaixador de que uma nota oficial sobre o caso será divulgada ainda esta semana e que não houve condenação ao pastor e nem perseguição religiosa.

“Recebemos informações importantes e percebemos abertura da embaixada para debater o tema”, afirmou Marcelo Aguiar. Para o parlamentar, que foi autor de uma moção de repúdio contra a condenação por suposta perseguição religiosa no ano passado e esteve com o ex-embaixador iraniano na seqüência, a informação mais importante foi a garantia de não existência de condenação. “Estamos, antes de mais nada, lutando pela vida de um ser humano. Recebemos a garantia de que não há pena de morte na Lei Civil iraniana e que o suposto crime do pastor Youssef não seria religioso, logo, temos mais garantias quanto à manutenção de sua vida”, acredita o parlamentar.

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