Resolução é aprovada na ONU, mas votos favoráveis diminuíram

Resolução é aprovada na ONU, mas votos favoráveis diminuíram

Atualizado: Quinta-feira, 6 Janeiro de 2011 as 10

Em 21 de dezembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou em Nova York sobre a resolução da difamação da religião: os relatórios da ONU mostram que a resolução foi aprovada com 76 votos a favor, 67 contra e 40 abstenções.

Um comunicado da imprensa afirma: a diferença entre os votos favoráveis e contrários foi pequena, e o número total de votos mais as abstenções ultrapassavam os votos a favor. “Acreditamos que cada assinatura da petição desempenhou um papel muito significativo”, disse Stephen Rand, diretor de campanhas da Portas Abertas Reino Unido e Irlanda.

Dr Carl Moeller, presidente da Portas Abertas Estados Unidos, disse: “Trabalhamos juntos em todo o mundo por esta campanha porque acreditamos que nossas vozes e orações juntas podem desempenhar um importante papel em favor de nossos irmãos e irmãs que não têm direito à liberdade religiosa e sofrem perseguições por causa de sua fé em Cristo.”

Eddie Lyle, diretor da Portas Abertas Reino Unido e Irlanda afirmou: “Queremos manifestar o nosso sincero agradecimento a todos aqueles que assinaram a petição Free to Believe. Eles fizeram parte de um movimento global, um coro de pessoas que disseram ‘já foi o bastante, agora é tempo de mudar’. As suas assinaturas já começaram a fazer a diferença e continuarão a fazer para os nossos irmãos e irmãs que enfrentam perseguições diariamente.”

“Esta campanha foi marcada por pessoas dispostas a tomar uma atitude em nome da Igreja, e dos irmãos perseguidos da família de Deus”, disse Stephen Rand. “O decréscimo no apoio à Resolução das Nações Unidas é uma pequena vitória na liberdade religiosa para enfrentarmos uma maior peleja futuramente.”

No Reino Unido, o primeiro ministro David Cameron respondeu à campanha dizendo: “A liberdade religiosa é uma causa que apoio muito sinceramente. Eu partilho da sua preocupação de que a Resolução da difamação da religião poderá ser utilizada como pretexto para as limitações à liberdade de expressão, e posso garantir que o governo pretende votar contra esta resolução sempre que for apresentada na Assembleia Geral das Nações Unidas e incentivará outros países a fazer o mesmo.”

O e-mail enviado pela Portas Abertas para cada uma das 192 delegações nacionais salientou que “[a reprovação da lei] é vital para proteger as pessoas contra a violência, abuso, e a discriminação, sejam eles cristãos, judeus, muçulmanos ou qualquer outra fé. Mas a defesa deve ser baseada em cada um dos seus direitos individuais e como descrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos, não com base na proteção oferecida a uma religião. Este convite para uma votação não significa que defendemos a difamação das religiões ou aprovamos qualquer forma de incitação ao ódio religioso. A nossa preocupação é que o direito humano à liberdade religiosa deve ser protegido ativamente a qualquer momento, independentemente das convicções religiosas de cada um.”

Dr Moeller acrescenta: “Continuaremos a instar as delegações nacionais nas Nações Unidas para votar SIM à liberdade religiosa, e NÃO à resolução caso ela regresse em 2011.”

Stephen Rand disse: “Em 2011, a petição com as assinaturas continuarão a ser uma arma poderosa se as discussões sobre esta questão continuarem. A Portas Abertas trabalhará para construir sobre tudo o que foi alcançado com o apoio de tantas pessoas  em todo o mundo. Iremos pressionar a ONU quando uma mulher como Asia Bibi for condenada à morte sob acusação de blasfêmia, já que é fundamental que as Nações Unidas procurem maneiras de se avançar para proteger os direitos de todas as pessoas de fé.”

Ele acrescentou que “destacaremos o nível de preocupação geral indicada pelas 428.856 assinaturas da campanha. Continuaremos a orar, de imediato, e a fazer campanha em particular e em público. Faremos tudo o que pudermos para garantir que os nossos irmãos e irmãs que atualmente são vítimas de perseguição por Cristo, um dia tenham o direito de crer, e sem medo.”

Tradução: Carla Priscilla Silva

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